Serra acusa governo de fisiologismo

'Nunca o governo foi tão usado para fins privados', ataca tucano em campanha no RS

Elder Ogliari/ PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2010 | 00h00

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, proferiu um discurso ácido contra o governo Lula durante ato de lançamento do movimento suprapartidário Gaúchos com Serra, ontem, em Porto Alegre. Serra acusou o governo de clientelismo no caso dos Correios, cuja diretoria, segundo ele, "não serve aos Correios, mas aos partidos ou setores de partidos".

"Nunca o patrimonialismo e a fisiologia avançaram tanto no nosso país. Nunca o governo foi tão usado para fins privados. O que eu quero fazer é estatizar os órgãos públicos para servirem ao público, e não aos partidos, a um interesse, a um grupo."

O encontro reuniu cerca de mil pessoas entre filiados do PP, PSDB, DEM, PPS, PMDB, PTB e PSC, além de intelectuais e artistas sem filiação partidária. Em seu discurso, o tucano afirmou ainda que os "300 picaretas do Congresso", frase dita por Lula quando era de oposição, hoje apoiam Dilma Rousseff. "Não sou daqueles que digam (sic) que o Congresso Nacional tem 300 picaretas", disse. "Hoje, estão todos com a outra candidata."

Serra também criticou as promessas de Dilma para a área da saúde. "O que estamos vendo é a candidata do PT fazendo propostas a respeito de medicamentos, e isso e aquilo, de maneira curiosa, porque é algo que não fez em oito anos."

Confiante nas pesquisas que trazem o tucano como líder no Rio Grande do Sul - Serra lidera o Ibope de ontem na região Sul e, no Datafolha do dia 14, tem 43% das intenções de voto no Estado frente a 35% de Dilma -, o candidato pediu à militância ajuda para vencer no Estado com ampla diferença. "No Rio Grande do Sul vamos ganhar, mas precisamos ganhar de muito. Esse é o nosso desafio", disse. "A gente tem que provocar uma ventania que vá movendo a nossa nave política para o porto da vitória."

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