Serra busca ampliar a vantagem no Sudeste

Além de querer discutir propostas com Dilma, ele vai intensificar o corpo a corpo na região mais populosa do País

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2010 | 00h00

Depois da crise em torno da definição do candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, o PSDB começa oficialmente a campanha nesta semana com dois objetivos: emplacar debates diretos com a adversária, Dilma Rousseff (PT), e aumentar a vantagem eleitoral no Sudeste.

Com a campanha oficialmente na rua, os tucanos querem intensificar o corpo a corpo na região mais populosa do País, onde a vantagem do candidato do PSDB chegou a diminuir em maio.

A agenda contemplará mais visitas a São Paulo, Rio e Minas. A ideia é que até o início do horário eleitoral gratuito na TV, em agosto, o candidato participe de carreatas e caminhadas com o eleitor. "Vamos intensificar a campanha em São Paulo", afirmou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Apesar disso, a previsão é de que o início oficial da campanha se dê em Curitiba - os tucanos haviam proposto o senador Álvaro Dias como vice para ampliar a vantagem no Paraná, mas acabaram acatando o indicado do DEM, Índio da Costa.

"Agora, a agenda é outra. Vamos intensificar visitas a esses Estados nas semanas anteriores à TV", disse a senadora Marisa Serrano (MS). A coordenação da campanha diz que a agenda do candidato será aprimorada após reclamações internas. "Temos que ter mais eficiência na agenda", afirmou Guerra.

Assim como já ocorria na fase de pré-campanha, equipes acompanharão Serra para colher imagens para o programa de TV. A exemplo de trechos gravados na Bahia e em Pernambuco, serão produzidas imagens em, pelo menos, outros dez Estados.

Embora haja cobranças para que o tom seja mais agressivo, a tendência é que Serra não aumente as críticas ao governo. "Nossa estratégia mostrou-se correta", afirmou Jutahy Júnior (BA), ao citar as pesquisas recentes."Não devemos mudar o tom. Mas vamos melhorar a coordenação para não haver curto-circuito na comunicação", disse o presidente do PPS, Roberto Freire.

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