Serra classifica como "burra" e "insana" a política econômica de Lula

O candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, José Serra, classificou como burra, infantil, insana e insensata a política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva e disse que o Brasil tem adotado uma política externa de aprendiz de feiticeiro, ao citar o acordo comercial firmado com a China, durante visita a Americana, principal pólo de indústrias de tecelagem do País e um dos setores mais afetados pela entrada dos chineses no mercado nacional. "O setor têxtil e de vestuário tem sido a maior vítima na área industrial da política econômica do governo federal, essa política insensata de juros e câmbios", disse Serra. O ex-prefeito usou o acordo firmado entre Brasil e China para criticar a postura que o governo Lula tem adotado em relação aos negócios internacionais. "Os chineses não estão invadindo o mercado e destruindo a posição do vestuário porque são mais eficientes, mas porque estamos com taxas de câmbio hiper valorizadas e porque o governo federal não controla a entrada irregular de mercadorias, inclusive com superfaturamento de preço de importação", afirmou Serra. CríticasSegundo o ex-prefeito, a atual política econômica foi responsável no Brasil nos últimos 3 anos por cerca de 300 mil empregos que deixaram de ser criados no setor. "Só em São Paulo são 120 mil empregos", completou."O governo brasileiro, nessa política de aprendiz de feiticeiro externa, ainda reconhece a China como economia de mercado, apesar dela não ser." Segundo ele, a política de aprendiz de feiticeiro "é uma política de marketing, de pouco resultados". "Grandes empresas brasileiras estão migrando para fora. Investindo fora para gerar empregos lá fora, enquanto aqui é gerado o desemprego. Tudo por causa da política macro econômica anticompetitiva do Brasil e pela maior facilidade de acesso ao mercado lá fora", disparou Serra, após um encontro com representantes patronais do setor de tecelagens.Serra, que desponta como favorito nas pesquisas eleitorais, com chances inclusive de vitória do primeiro turno, vai adotar como governador uma "batalha" para que o País adote uma política econômica de desenvolvimento com estabilidade. "E não de estabilidade com subdesenvolvimento, que é o que está acontecendo", afirmou. Questionado se ele defenderia uma política de protecionismo para setores do mercado nacional, ele negou. "O oposto da atual situação não é o protecionismo. Essa política econômica é burra. E o oposto de uma política burra não é outra política burra, e sim uma política racional." "Em dois anos, o câmbio no Brasil baixou um terço. Nenhuma indústria do mundo tem condição de suportar isso em nenhuma economia nacional", concluiu.

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