Serra cobra de Jobim a entrega de relatório sobre terminal de Cumbica

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pediu ontem ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, rapidez na elaboração de um relatório sobre o novo terminal que será construído no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos. O documento, segundo Serra, é indispensável para o prosseguimento da concorrência pública internacional - a cargo do governo estadual - para a construção do Expresso Aeroporto, trem que vai ligar o centro da capital (a partir da região da Luz) ao Aeroporto de Cumbica e cuja previsão de início de operação é 2014, para estar em funcionamento na Copa do Mundo. "Os empresários fazem seu cálculo econômico (para apresentar as propostas de preço ao governo) e disso depende o volume de passageiros (no aeroporto)", explicou. "No caso de Cumbica, (pedi ao ministro) para a Infraero fazer logo um bom relatório a respeito do terminal 3", prosseguiu. Jobim e Serra se reuniram pela manhã na sede do governo paulista. O ministro deixou o local sem dar entrevistas. Atrasado em cinco anos, o terceiro terminal de Cumbica dará uma sobrevida ao aeroporto, cuja capacidade de 17 milhões de passageiros por ano já foi dada como esgotada pelo governo. A ampliação, orçada em R$ 980 milhões (R$ 833 milhões estão previstos no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC), fará o aeroporto ter condições de receber cerca de 29 milhões de pessoas por ano. O governo paulista lançou no mês passado o processo licitatório. Mais de 130 empresas já demonstraram interesse na obra, que se transformará na futura Linha 14-Ônix da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e deve começar a operar entre 2013 e 2014. A abertura do edital, inicialmente prevista para junho do ano passado (e posteriormente para setembro de 2008), já está atrasada. A tarifa foi fixada em no máximo R$ 35. A parte de obras civis também prevê investimentos pesados a quem sair vitorioso da licitação, de no mínimo R$ 1,7 bilhão, para a construção das vias e instalação de trilhos e edifícios administrativos, além de desapropriações.

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