Serra critica paralisação de ônibus e Metrô em São Paulo

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), classificou de lamentável a paralisação de cerca de duas horas, ocorrida na manhã desta segunda-feira, 23, na capital paulista, de metroviários, motoristas e cobradores de ônibus e que teve a adesão de cerca de 90% dessas categorias, segundo informações dos sindicalistas. "É uma greve iminentemente política, para servir a sindicatos e não para servir nem à população e nem aos trabalhadores. E causa danos e prejuízos aos trabalhadores da nossa cidade e às pessoas que precisam do transporte para ganhar o seu pão de cada dia. É uma greve lamentável", afirmou o governador. Para o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), a paralisação foi parcial. "Às 7 horas, praticamente todos as operações ocorriam normalmente. Isso não quer dizer, no entanto, que todos conseguiram embarcar, pois as filas eram extensas", afirmou em entrevista à Rádio Joven PAN. O prefeito acrescentou que as zonas sul e leste da capital paulista foram as mais prejudicadas pela paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus. Para se ter uma idéia, às 9 horas, foram registrados 120 quilômetros de congestionamento em toda a cidade. Esse índice provocou o terceiro maior engarrafamento do ano em São Paulo no período da manhã. Kassab lembrou que apesar da paralisação, o rodízio de veículos não foi suspenso. Com isso, veículos com placas final 1 e 2 não puderam circular entre 7 e 10 horas e não poderão transitar pelas ruas da capital entre 17 e 20 horas. O prefeito classificou a paralisação do transporte como ilegal e afirmou que as responsáveis pela rápida greve são as concessionárias. Ele acrescentou, em entrevista à Rádio Eldorado que os donos das viações sofrerão conseqüências. "Aquelas empresas que não colocaram suas frotas nas ruas serão punidas. É uma obrigação das concessionárias colocar a frota na rua." O prefeito, porém, não deixou claro quais seriam essas conseqüências. Campanha contra gripe As críticas de Serra sobre a paralisação do transporte coletivo foram feitas na abertura da Campanha de Vacinação de Idosos, no posto do Instituto Butantã. Segundo Serra, a meta da campanha de vacinação dos idosos (pessoas com mais de 60 anos, que vai até o dia 4 de maio, é imunizar cerca de 2,5 milhões de pessoas. "Nós temos 30 mil funcionários trabalhando no Estado inteiro para fazer a vacinação em 3.400 postos fixos e três mil postos volantes. Esperamos atingir um índice imediato de 70% e nas próximas semanas ultrapassar essa meta." Como já passou dos 60 anos, o governador também tomou a vacina e brincou que doeu um pouco, mas que ela é necessária. "Ela ajuda a não pegar gripe ou quando pega, a gripe é mais fraca". Na abertura da campanha de vacinação contra gripe para os idosos, a secretaria de Saúde convidou um casal de idade avançada para tomar a vacina, o lavrador aposentado Antonio Amaro de Oliveira, de 103 anos, e a empregada doméstica aposentada Maria De Los Dolores Texto alterado às 19h46 para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

23 Abril 2007 | 09h44

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