Serra defende governo de união e vai à missa no CE

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, pregou ontem, em Canindé, no sertão cearense, um governo de união nacional e prometeu, caso eleito, promover um desenvolvimento regional equilibrado. "E não um governo de ódio, de divisão, de perseguições, de represálias, de baixaria, de mentiras. Nós queremos fazer um governo de união de verdade. E mais ainda: o Brasil não vai se desenvolver nunca se todas as suas regiões não se desenvolverem", disse.

Carmen Pompeu, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2010 | 01h00

Ao lado dele, estavam o senador Tasso Jereissati (PSDB), o ex-governador do Ceará, Lúcio Alcântara (PR), e Marcos Cals, candidato derrotado ao governo cearense. "Nós temos que ter um País em paz. Não podemos ter um país dividido, com forças que consideram os adversários como inimigos e que aí vale qualquer coisa", criticou. Em seguida, se queixou de ataques dirigidos a ele: "Eu tenho sofrido nessa campanha ataques, mentiras de profissionais da mentira, como eu nunca imaginei na minha vida. Não fosse a minha vida um testemunho, que eu sempre dei de correção na vida pública, ficaria abalado. No caso agora, ocorre o contrário. Eu tenho uma mola. No momento em que batem, eu subo e avanço", disse.

Depois do encontro com lideranças, Serra foi a uma missa. Na cerimônia, havia alguns militantes com bandeiras da candidata Dilma Rousseff. Ao término, o padre criticou a distribuição de panfletos contra Dilma, dizendo que ela não seria cristã. Ele fez questão de ressaltar que esta não é a posição da Igreja e que nada tinha a ver com o panfleto.

No final da missa, houve uma confusão entre militantes tucanos e petistas. A polícia precisou disparar tiros para o alto para conter os manifestantes.

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