Serra defende projeto do Expresso Aeroporto

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), saiu ontem em defesa do projeto do Expresso Aeroporto que, segundo ele, "está muito bem feito do ponto de vista ambiental". Anteontem, a Justiça de Guarulhos, na Grande São Paulo, determinou a suspensão imediata de toda e qualquer obra relativa ao expresso e ao trem de Guarulhos. O magistrado acatou manifestação do Ministério Público Estadual (MPE), que viu falhas no Estudo e no Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) apresentados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para a obtenção da licença ambiental do projeto. "Vamos ganhar na Justiça", afirmou Serra. "Não me preocupa muito porque ela (a decisão judicial) não tem sustentação a meu ver. A preocupação agora é ter uma boa licitação, muitos concorrentes, o governo federal andar depressa no caso das obras do terminal 3." O presidente da CPTM, Sérgio Aveleda, também defendeu o trabalho já feito. "Não vou discutir a decisão judicial, mas afirmo que esse projeto foi exaustivamente estudado", afirmou. O EIA-Rima, segundo ele, foi aprovado por unanimidade pelo plenário do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema). Também não houve objeções por nenhum dos órgãos públicos envolvidos, como as prefeituras de São Paulo e Guarulhos e as entidades de defesa do patrimônio histórico. "Até o Conselho da Área de Proteção Ambiental (APA) do Tietê aprovou o projeto", frisou o presidente da companhia. Aveleda também afirma que a obra trará benefícios ao meio ambiente. "A operação dos trens vai reduzir a emissão de gás carbônico na Região Metropolitana de São Paulo em 37 toneladas por dia", assinalou. O presidente da CPTM rebateu a tese do promotor Ricardo Manuel Castro, de que faltam informações sobre o real impacto da obra na APA do Tietê. "As intervenções serão mínimas, por que vamos passar naquela área por via elevada." A CPTM ainda se comprometeu a compensar as intervenções na vegetação com o plantio de 9.200 mudas de árvores.

Bruno Tavares e Silvia Amorim, O Estadao de S.Paulo

30 Julho 2009 | 00h00

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