Serra descarta motivação política no caso Olivetto

O ministro da Saúde e pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, não acredita que o sequestro do publicitário Washington Olivetto tenha motivação política. A polícia investiga a ligação dos seis chilenos da quadrilha com organizações guerrilheiras. "É preciso aguardar as investigações, mas acho que são criminosos comuns, ladrões mesmo, que ficam se disfarçando", afirmou Serra, hoje, em São Paulo, durante visita ao Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo. Ele acredita que é "pouco provável" o crescimento de movimentos de extrema esquerda no Brasil. "Essas ações são internacionais". As motivações dos sequestros e do assalto à sede da CUT, segundo ele, devem ser investigadas. "Se for política, é o pretexto de políticos para cometer crimes", declarou.Para Serra, o fim do sequestro de Olivetto demonstra a "competência" da polícia paulista e é mérito do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB). "A polícia agiu bem; é importante reconhecer isso publicamente para elevar a auto-estima dos policiais", declarou. Para o ministro, o reconhecimento é essencial para a continuidade dos trabalhos na área de segurança, que vive um momento delicado em São Paulo. Serra aproveitou para fazer uma crítica aos partidos de oposição ao governo, que, segundo ele, estão querendo "faturar em cima da desgraça da área de segurança em São Paulo".Ministro elogia mea-culpa do FMISerra também comentou a atuação do Fundo Monetário Internacional (FMI), que reconheceu ontem o seu fracasso em relação à política econômica da Argentina. "Seria bom o FMI antecipar esse mea culpa, porque fazer a posteriori não resolve", declarou o ministro. Para ele, uma posição mais flexível do Fundo é "economicamente mais correta".

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