Serra diz não acreditar em paralisação expressiva da polícia

Policiais civis prometem paralisação de 24 horas a partir das 8h de quinta-feira

Elizabeth Lopes, da Agência Estado

11 Julho 2007 | 17h15

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou nesta quarta-feira, 11, não acreditar em uma paralisação expressiva da Polícia Civil. Os sindicatos dos policiais civis do Estado prometem greve de 24 horas, a partir das 8 horas desta quinta-feira, 12, com a manutenção apenas dos serviços essenciais. O motivo da paralisação é o descontentamento com os reajustes concedidos pelo governo à categoria, na semana passada. Os policiais reivindicam aumento de 48% do salário padrão, contra os reajustes concedidos pelo governo - de 3,84% a 23,43% - nas gratificações recebidas pela categoria. Além de dizer que não acredita em uma paralisação expressiva, o governador José Serra contestou também os dados que estão sendo divulgados pelos sindicatos dos policiais civis do Estado de São Paulo, para justificar a greve. "Os dados que estão sendo apresentados são falsos, pois desde 2002 houve aumento real dos salários", destacou o governador. Serra mostrou a tabela elaborada por sua equipe técnica, que indica aumentos reais de salários da PM, Polícia Civil e Polícia Técnico-Científica entre 25,08% a 65,81%, acima da inflação, na comparação com os vencimentos recebidos em 2002, (já descontado o IPC/FIPE, acumulado em 39,02%).

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