Serra diz que greve dos metroviários foi política

Governador também criticou a morosidade da Justiça trabalhista do Brasil

Agencia Estado

15 de junho de 2007 | 02h51

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse nesta quinta-feira, 14, que a greve dos metroviários, realizada na manhã desta quinta-feira e que prejudicou cerca de 3 milhões de pessoas, foi abusiva e de cunho político.Além dessa avaliação, ele criticou também a demora da vice-presidente Judicial do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), juíza Wilma Nogueira de Araújo Vaz da Silva, em analisar a medida cautelar impetrada na quarta pela direção do Metrô, com a finalidade de garantir o funcionamento de parte dos serviços dessa companhia."A Companhia do Metropolitano entrou ontem (quarta) com uma cautelar na Justiça do Trabalho e a juíza Wilma Vaz não deu a cautelar, deixou para examinar depois. O que nós queríamos era uma prevenção com relação à greve e que a juíza impusesse o funcionamento mínimo do Metrô", disse José Serra, após participar da divulgação dos resultados do Programa Córrego Limpo, que despoluiu quatro dos 40 córregos do programa, num total de 14 quilômetros, e do lançamento do livro Mananciais da Região Metropolitana de São Paulo, no Parque do Ibirapuera.Ainda sobre a greve do Metrô, o governador de São Paulo disse que se a juíza tivesse imposto uma margem mínima de serviços, a população não teria passado o dissabor que passou. Questionado se a circulação mínima de trens poderia trazer riscos à população, já que alguns especialistas avaliam que se o Metrô funcionar com apenas parte de sua capacidade, isso poderia causar tumulto e confusão, Serra argumentou: "Essa não é a posição da diretoria do Metrô".Na sua avaliação, a paralisação da manhã desta quinta mostra que é necessário o governo montar cada vez mais esquemas de emergência para esse tipo de situação. "Temos também de enfrentar politicamente o assunto porque se trata de greve política, de abuso contra a população que não tem opções. O movimento reivindicatório da área pública pode e deve existir, mas não precisa ser feito à custa do sacrifício da população trabalhadora."No Ibirapuera, o governador e o prefeito da capital, Gilberto Kassab, anunciaram a interligação do Córrego Sapateiro (no Ibirapuera) ao interceptor Pinheiros, orçada em R$ 20 milhões, e que vai impedir que 400 litros/segundo de esgotos sejam despejados no Rio Pinheiros, reduzindo a quantidade de dejetos lançados neste rio. Na cerimônia, o governador disse que a água do Córrego do Sapateiro já está com aparência limpa e os peixes estão voltando ao local.

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