Serra diz que há 'falta de rumo' na condução da crise aérea

Governador de São Paulo elogia Nelson Jobim, escolhido para o lugar de Waldir Pires no ministério da Defesa

Angela Lacerda, do Estadão

25 Julho 2007 | 19h08

O governador José Serra comentou nesta quarta-feira, 25, sobre a crise aérea e o novo ministro da defesa, Nelson Jobim. "Parece-me que há uma falta de rumo completa'', afirmou Serra, ao desembarcar no hangar em Recife. Ele participa de um almoço em homenagem ao senador tucano Sergio Guerra.   Em relação à substituição do ministro da Defesa, Serra disse que é muito importante terminar com o caos aéreo no País. "Desejo que Jobim possa começar a fazer isso. Ele é capacitado, experimentado, aprofunda-se nos problemas e impõe disciplina. No curto prazo, não vai dar para consertar tudo, mas já dá para dá sinal que os problemas possam ser resolvidos."   Segundo o governador de São Paulo, há uma grande desarticulação entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e o Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac). "A Anac que veio para atrapalhar, a Infraero e o Conselho Nacional de Aviação Civil". Para o governador de São Paulo, é preciso "entrosamento, metodologia, e um esquema de atuação mais ordenado. É isso que está faltando a curto prazo".   Serra criticou também a falta de atenção ao que deveria ser prioridade para solucionar a crise aérea. Ele lembrou que em uma das cabeceiras da pista do Aeroporto de Congonhas, falta o ILS- Instrument Landing Security, um instrumento importante para facilitar o pouso. "Por mais extraordinário que pareça, no mais movimentado aeroporto brasileiro, que movimenta 18% dos passageiros brasileiros, não se tem esse instrumento, que não deve custar nada de outro mundo".

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