Serra diz que Marginal pode ser liberada no domingo

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse neste sábado que a pista expressa da Marginal Pinheiros, no sentido Ponte Eusébio Matoso-Castelo Branco, poderá ser liberada ao tráfego na noite deste domingo. Tudo dependerá do túnel de concreto que passa por baixa da via expressa.Segundo ele, as buscas das vítimas do acidente no canteiro de obras da Linha 4 do Metrô vão continuar até que elas sejam encontradas. "Vamos procurar até achar", afirmou Serra durante entrevista coletiva realizada no local. De acordo com o Corpo de Bombeiros, não há vítimas confirmadas, mas suspeita-se que quatro pessoas estavam dentro de uma van que foi tragada pelo deslizamento de terra. Estima-se que o veículo esteja soterrado a 20 ou 25 metros de profundidade.Da tarde de sexta-feira até hoje, sete desaparecimentos foram registrados em boletins de ocorrência na delegacia da região. O Corpo de Bombeiros avalia que entre esses desaparecidos estão os quatro integrantes da van, mais dois pedestres que passavam pelo local e um motorista de caminhão. O coronel do Corpo de Bombeiros Metropolitano, João dos Santos Souza, disse que em nenhum momento o trabalho de busca foi interrompido. "Em nenhum momento parou-se o trabalho, que está sendo feito constantemente". Ele disse acreditar na possibilidade de encontrar vítimas com vida.Serra informou que, na busca pelas vítimas, está sendo tomado um cuidado para que as obras de reparo da cratera criada pelo acidente não afetem as estruturas do local e não prejudiquem ainda mais o trabalho de busca. Depois de localizadas as vítimas e os veículos eventualmente soterrados, será feito um forro de concreto para dar sustentação à obra e, com isso, evitar novos deslizamentos. O governador afirmou também que as 42 famílias desabrigadas por causa do acidente estão hospedadas em hotéis e terão suas casas reconstruídas, "se for necessário". Serra disse que a seguradora da obra (Unibanco AIG) irá arcar com todos os prejuízos. Segundo o governador, não haverá nenhum custo extra para o Metrô em função do acidente. "As empresas é que são responsáveis. Elas fizeram seu seguro", explicou.De acordo com o governador, ainda "é recuperável" o prazo de entrega das obras da Linha 4 do Metrô. "Os engenheiros nos dizem que, como a obra está programada para começo de 2009, dá para recuperar eventuais atrasos que aconteçam." Ainda em relação às escavações, o governador informou que elas não mais serão feitas por baixo, pelo túnel. Mas, sim, pela parte de cima "por questões de engenharia e perigo". Em relação à grua de cerca de 50 toneladas que está dentro da obra, o governador afirmou que ela está bem presa à base e, por isso, não chegou a cair. O governador disse, por fim, que vai aguardar a conclusão do laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para que o governo possa se pronunciar sobre as causas do acidente. "Vamos aguardar uma avaliação técnica e científica do IPT", afirmou. "Não é apropriado um governador especular sobre isso", concluiu. Ministério PúblicoO assistente técnico do Ministério Público, Newton Cesar de Oliveira, chegou na tarde deste sábado chegou ao canteiro de obras da Linha 4. Ele informou que o MP continuará acompanhando os trabalhos de busca por vítimas no acidente e que, só depois do laudo a ser elaborado pelo IPT, é que o MP apresentará uma posição a respeito da investigação. O inquérito sobre as causas do acidente foi aberto pelo promotor Saad Mazloum.Matéria alterada às 18h09 para acréscimo de informações

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.