Serra diz que não fala de ''vaivém'' das pesquisas

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, recusou-se a comentar ontem o resultado da pesquisa Ibope, encomendada pelo Estado e pela TV Globo, divulgada na noite de sexta-feira e que o deixou a cinco pontos porcentuais de sua principal adversária, a petista Dilma Rousseff.

Alfredo Junqueira / RIO, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2010 | 00h00

Pela primeira vez, o tucano aparece atrás da candidata do PT em uma sondagem do instituto fora a margem de erro de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Segundo o Ibope, Dilma está com 39% nas intenções de voto e Serra, com 34%.

Ao contrário do presidente de seu partido, Sérgio Guerra, que anteontem mostrou preocupação com o resultado, Serra disse que não comenta "pesquisa em nenhuma situação porque é um vaivém" e cada dia tem uma pesquisa, cada dia é um resultado. "Eu não comento porque pesquisa vai, pesquisa vem, e o importante é a pesquisa da urna".

Serra participou de caminhada na periferia da cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Estava acompanhado de seu candidato a vice, o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) e pelo prefeito do município e presidente do PSDB fluminense, José Camilo Zito.

O tucano prometeu, se eleito, instalar policlínicas na região, criar unidades específicas para realização de exames médicos, transformar os trens urbanos que atendem à Baixada Fluminense em metrô de superfície e investir em programas de ensino técnico e profissionalizante.

A caminhada foi organizada por Zito, a grande estrela do evento. O prefeito animou as cerca de 500 pessoas - a maioria uniformizada - que acompanhavam os políticos e os moradores da região. Um enorme trio elétrico espalhava a voz de Zito pela área desde as primeiras horas da manhã. Ele pedia votos para a mulher e a filha, candidatas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, respectivamente, e para Serra - que preferiu circular entre os eleitores a ter de subir ao palanque e usar o microfone.

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