Serra diz que poderá ajudar vítimas do tiroteio em SP

O governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou nesta quinta-feira, 1º, que o Estado poderá ajudar as vítimas do tiroteio ocorrido na quarta na capital paulista, decorrente de um assalto a uma agência bancária no bairro de Moema, na zona sul. Questionado, em entrevista coletiva concedida após visita ao 9º Distrito Policial do Carandiru, se o governo daria algum tipo de ajuda para as vítimas desse tiroteio, Serra respondeu: "Tudo que for possível dentro da lei, nós faremos, não tenha dúvida."Pelo menos cinco pessoas - incluindo um dos assaltantes - foram atingidas durante o tiroteio. O caso mais grave é da adolescente Priscila Aprígio, de 13 anos, que continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Alvorada Moema. De acordo com boletim médico divulgado no final da manhã desta quinta, ela teve lesões na medula e no rim e corre risco de ficar paraplégica.ImprudenteAinda na entrevista coletiva, o governador Serra criticou a postura do suposto guarda civil metropolitano (GCM) que teria iniciado o tiroteio para conter os assaltantes. De acordo com Serra, a ação foi errada porque começar um tiroteio no meio da rua é inadequado. "É um fio de navalha, (de) como se combater (os criminosos) sem colocar em risco a vida das pessoas. Eu achei que ele foi imprudente, essa é minha opinião pessoal, não gostaria de fazer um julgamento precoce", reiterou.O secretário de Segurança Pública, Ronaldo Augusto Marzagão, disse que a polícia já prendeu e reconheceu um dos participantes do tiroteio e que as investigações continuam "de modo ininterrupto". Ele também considerou inadequada a postura do suposto Guarda Civil Metropolitano que teria iniciado o tiroteio contra os bandidos. "Considero inadequado o comportamento dele, tendo em vista as circunstâncias do fato. Até onde se sabe, ele estava do lado de fora (da agência), onde tinha pessoas passando." O secretário não deu maiores detalhes da eventual participação do guarda neste episódio e disse que eventuais responsabilidades só ocorrerão depois da apuração dos fatos.Atitude graveO prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PFL), considerou grave a atitude do guarda civil metropolitano que teria disparado os tiros dentro da agência bancária e acredita que ele não estava em horário de trabalho. No fim da tarde, Kassab se reuniria com o coordenador de segurança Urbana da cidade, coronel Alberto para obter mais informações do ocorrido em Moema "para que a prefeitura possa tomar as medidas necessárias em relação, inclusive, as punições que possam ser necessárias neste caso". Antecipadamente, ele descartou a possibilidade de rever a medida que autoriza o porte de armas para os GCMs. Em nota enviada à Rádio Eldorado AM, a GCM informou que ainda não havia sido comunicada formalmente e nem recebeu informação das autoridades policias responsáveis pela investigação do caso a respeito do suposto envolvimento de qualquer integrante da corporação na troca de tiros com assaltantes. Somente quando isso ocorrer é que a Guarda poderá instaurar procedimento administrativo para apurar o ocorrido, esclarecer a conduta de qualquer guarda Civil e eventualmente envolvido e determinar as providências cabíveis. (Colaborou Elvis Pereira)

Agencia Estado,

01 de março de 2007 | 17h32

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