Serra insiste em R$ 600, mas Aécio pede ''prudência''

Ex-governador busca consenso no PSDB, mas mineiro sugere união com centrais sem defender a bandeira do colega

Gustavo Uribe / AGÊNCIA ESTADO E Eduardo Kattah/ BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2011 | 00h00

O ex-governador José Serra (PSDB) quer unificar o PSDB em torno da proposta de aumento do salário mínimo em R$ 600, valor defendido por ele durante a campanha presidencial, mas ainda não há consenso entre os tucanos. Ontem, Serra recebeu em seu escritório, na zona oeste de São Paulo, o líder do partido na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP), para discutir a posição da legenda na votação.

Durante a semana, o ex-governador já havia se reunido em Brasília com a bancada do PSDB para defender o valor de R$ 600.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu ontem que o partido busque um "caminho mais prudente" e se articule com as centrais sindicais, em especial a Força. O presidente da Força Sindical, deputado Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP), anunciou que apresentará uma emenda defendendo o valor de R$ 560.

Para Aécio, há "algum espaço" para um reajuste maior do que R$ 545, mas ele não defende os R$ 600 propostos por Serra. "O governo obviamente, vai pressionar sua base para votar o valor proposto. Acho que o caminho mais prudente para nós, do PSDB, é um entendimento com outras forças políticas, em especial as centrais, para termos um projeto comum, mesmo que não seja aquele de R$ 600 inicialmente apresentado pelo partido."

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