Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Serra: ''Isso é o DNA do PT''

Tucano disse que não vai bater boca com Lula e não quis se aprofundar no assunto

Ivan Fávero, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2010 | 00h00

O candidato à presidência José Serra (PSDB) disse ontem que não tem dúvida nenhuma do envolvimento do Partido dos Trabalhadores (PT) no caso das violações fiscais de pessoas do seu partido. "Isso é o DNA do PT", avaliou, em entrevista coletiva realizada após visita ao Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista. De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o analista tributário Gilberto Souza Amarante, que acessou os dados do fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Eduardo Jorge, é filiado ao PT desde 2001.

José Serra afirmou que "não vai ficar batendo boca com Lula" e que "está mais que na hora de Dilma sair da sombra do presidente e se manifestar para o Brasil". O pronunciamento do tucano foi uma resposta ao fato de Lula o acusar de "baixar o nível da campanha".

O candidato tucano evitou aprofundar-se mais no assunto: "Não vou estragar uma tarde cultural como essa falando sobre esse caso", explicou. Serra teve ao seu lado, na visita, o candidato tucano ao governo paulista, Geraldo Alckmin. O presidenciável tucano afirmou, então, que o museu deveria ser replicado para outras capitais. "O Museu da Língua Portuguesa é um lugar onde a pessoa adquire mais cultura, aprende mais sobre o idioma e aprende de uma forma divertida", comentou. Indagado se outros museus poderiam ser implantados também em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Serra afirmou que poderiam, sim. E citou como exemplo um outro caso que considera de sucesso: o Museu do Futebol, no Pacaembu. "É o melhor museu de futebol do mundo. Isso eu tenho escutado até de representantes da Fifa", disse.

Serra e Alckmin circularam pelas galerias de exposição do museu, sendo cumprimentados por muitos outros visitantes, com os quais tiraram fotos. Alckmin afirmou que, quando Serra está em São Paulo, sempre encaixa sua agenda à do candidato à Presidência. Disse que seu plano original, ontem, era ir ao Guarujá. Mas, com o tempo pouco confiável, mudou e foi encontrar o presidenciável. Indagado se estava promovendo maior aproximação para ajudar Serra em São Paulo, Alckmin respondeu: "Seria uma presunção da minha parte achar que eu poderia transferir votos ao Serra. Ele é competente, tem tudo para conseguir votos por méritos próprios."

O candidato ao governo de São Paulo acredita que quatro semanas são tempo suficiente para o presidenciável tucano conseguir chegar ao segundo turno.

Alckmin chegou cerca de uma hora antes do encontro com Serra e fez um passeio pela região da Luz. Tomou café em uma lanchonete e conversou com as pessoas nas ruas. Acabar com a cracolândia e impedir a polícia de "bater"nos camelôs foram os pedidos que o candidato ouviu de dois frequentadores da região.

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