Serra lança pasta para pessoas com deficiência

Portadores de necessidades especiais devem ter atendimento ampliado, nas áreas de educação e saúde, prevê programa do candidato tucano

Christiane Samarco BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2010 | 00h00

O candidato do PSDB a presidente, José Serra, deve anunciar hoje, em Minas Gerais, a criação do Ministério da Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Ele viaja para Poços de Caldas, no sul do Estado, onde fará uma visita à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e terá um encontro com lideranças de vários segmentos de pessoas com deficiências.

Quem está à frente desta programação da campanha tucana é o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), atual presidente da federação nacional que congrega 2.070 APAEs do País. As associações atendem cerca de 400 mil deficientes, mas a fatia do eleitorado que está envolvida com esta questão é bem maior.

"Escolhemos Poços de Caldas para sediar o encontro porque temos várias entidades voltadas para esta questão na cidade", diz o deputado, que aposta no anúncio do ministério nesta quarta-feira.

Como Serra criou uma estrutura administrativa específica para cuidar da pessoa deficiente tanto na Prefeitura de São Paulo como no Estado, a expectativa dos tucanos é de que, uma vez na Presidência, ele faça o mesmo nacionalmente. "Deve ser um ministério amplo na defesa dos direitos desses segmentos, passando pela educação, saúde e formação para o trabalho", aponta Eduardo Barbosa.

O parlamentar lembra que, quando esteve à frente do Ministério da Saúde, Serra foi o autor da portaria que prevê o atendimento especial à pessoa com deficiência no Sistema Único de Saúde (SUS). "Na Presidência, ele terá que universalizar este atendimento que ainda é muito acanhado".

Segundo ele, a política de assistência social do eventual governo Serra terá também um segmento voltado para o envelhecimento da pessoa com deficiência, que em décadas passadas morria muito jovem e, hoje, tem uma média de vida muito semelhante à de qualquer brasileiro.

Eduardo Barbosa diz que a legislação é "muito boa", mas que existe vácuo entre lei e ação. "O discurso da inclusão não entrou na ação concreta do governo", afirma.

Público-alvo. Estima-se que cerca de 14% da população brasileira sofre com algum tipo de deficiência. Por isso, Barbosa avalia que Serra falará diretamente para 30 milhões de pessoas.

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