Serra minimiza empate com Dilma em pesquisa

Em entrevista a uma rádio da capital cearense, pré-candidato tucano disse que campanha só começa depois da Copa e que logo ele vai 'desempatar'

Carmen Pompeu, ESPECIAL PARA O ESTADO, FORTALEZA, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2010 | 00h00

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, minimizou a queda registrada nas duas últimas pesquisas de intenção de voto. Em entrevista ontem pela manhã ao radialista Paulo Oliveira, da Rádio Verdes Mares AM, de Fortaleza, Serra disse que a campanha vai começar mesmo somente depois da Copa do Mundo.

"Pesquisa vai e vem. Já teve. Vai e volta. Vai e volta. É variável. A campanha mesmo vai começar depois da Copa do Mundo. E eu tive praticamente à frente sempre. Agora deu empate. Mas logo vai desempatar", afirmou.

De acordo com Serra, "a pesquisa que importa é a pesquisa da urna, do voto". Ele fez questão de lembrar que Lula não é mais candidato e que as pessoas precisam escolher o próximo presidente com vistas a quem pode tocar o Brasil e fazer com que o País melhore.

"A partir do ano que vem o Lula não vai ser mais presidente da República. O Brasil vai ser entregue, o seu destino maior, a um presidente eleito. E ninguém governa por ninguém", disse Serra.

Na entrevista, o tucano prometeu dar continuidade às obras iniciadas por Lula no Nordeste, como a Ferrovia Transnordestina, a Transposição do Rio São Francisco e a Siderúrgica do Porto de Pecém (CE).

Antes, ressaltou que esses projetos foram apenas iniciados e que quem vai fazê-los é o próximo presidente. Prometeu também dar continuidade ao Bolsa-Família e lembrou que o programa surgiu a partir de uma ideia de Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, falecida em 2008.

Música. A entrevista foi aberta com a música Serra da Boa Esperança, de Lamartine Babo. O entrevistado agradeceu a homenagem. Em seguida, o locutor leu uma pequena biografia na qual Serra foi apresentado como filho de feirante em São Paulo, militante estudantil e exilado político por conta da ditadura militar de 1964. Depois, o próprio Serra citou trechos do discurso realizado em Brasília, quando assumiu a pré-candidatura a presidente pelo PSDB.

De olho no eleitorado do deputado Ciro Gomes, cuja candidatura a presidente foi descartada pelo PSB, Serra disse que o considera "um homem honesto, batalhador e com muito espírito de luta". Sem entrar em detalhes, afirmou que a divergência política que os separa "acabou acontecendo ao longo dos anos". "Eu pessoalmente não tenho nada contra a pessoa do Ciro."

Serra está no Ceará desde segunda-feira. Foi ao Cariri, onde visitou a estátua de padre Cícero, em Juazeiro do Norte; recebeu uma homenagem em Barbalha e participou de encontro com tucanos na cidade de Crato.

Ontem, em Fortaleza, gravou entrevista para o grupo de comunicação O Povo, visitou a Rádio Verdes Mares, o Porto de Pecém e encerrou a visita com uma palestra para jovens militantes do PSDB, no Hotel Marina Park.

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