Serra promete exercer o peso do Estado sobre governo federal

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, prometeu nesta segunda-feira, 31, que, se for eleito, vai atuar junto à opinião pública e ao Congresso Nacional para pressionar o governo federal a colocar em prática uma política de crescimento econômico. "O governador de São Paulo tem que exercer o seu peso para que o governo federal adote uma política de desenvolvimento. Se for Alckmin (Geraldo Alckmin, candidato do PSDB) ou outro, estarei pressionando, porque São Paulo é o estado do desenvolvimento, do crescimento e do emprego", argumentou.Serra, que participou do evento promovido pela Força Sindical e pelo Sindicato Nacional dos Aposentados nesta segunda, falou que a questão do desemprego está muito ligada à política macroeconômica e acrescentou que "a política macroeconômica adotada pelo governo federal é a do anti crescimento, de taxas de juros elevadas, de taxa de cambio desfavorável e de investimentos baixos".Entre as promessas feitas por Serra, estão a criação de um piso salarial regional para o Estado de São Paulo. Ele disse que ser for eleito encaminhará projeto à Assembléia já nos primeiros dias de sua gestão, estabelecendo seis níveis diferenciados de salários. Contudo, evitou falar em valores ou porcentuais, dizendo que isso poderia provocar uma competição especulativa entre os candidatos ao governo. "Vai haver variação (de valores) e todos os pisos estarão acima do salário mínimo", disse. "Estou vendo isso há um mês, o projeto está praticamente feito, é só enviar para a Assembléia", prometeu.Serra também anunciou que investirá no Rodoanel e no ferroanel, prometeu criar a agencia estadual de desenvolvimento. O candidato garantiu que dobraria o número de Fatecs em quatro anos de governo e citou o gás na Bacia de Santos e a exportação de etanol como duas grandes promessas de geração de renda e empregos nos próximos anos em São Paulo.Questionado sobre os pedágios, o candidato tucano foi cauteloso. "Se houver injustiça gritante, vamos revisar, mas quero dizer que não sou contra os pedágios, porque São Paulo têm oito das 10 melhores estradas do País", ponderou.

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