Serra reforça tese de pastas para Deficiente e Segurança Pública

Para compensar, seriam extintos Ministérios de Assuntos Estratégicos e dos Portos, pois avalia que 'não têm muito sentido'

Brás Henrique, ENVIADO ESPECIAL, UBERLÂNDIA, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2010 | 00h00

O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, voltou a enfatizar ontem, em Uberlândia (MG), que vai criar mesmo dois novos ministérios - da Segurança Pública e do Deficiente - caso seja eleito em outubro.

O tucano destacou que não incharia ainda mais o número de ministério, mas extinguiria dois que, em sua avaliação, "não têm muito sentido": dos Portos e de Assuntos Estratégicos.

"Ministérios mais focalizados e importantes pelo menos são esses dois (os que pretende criar)", disse, em encontro de lideranças políticas do Triângulo Mineiro, com participação do ex-governador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia.

Realizado na Associação Comercial e Industrial de Uberlândia, o evento foi organizado pelo prefeito Odelmo Leão (PP), partido que os tucanos querem como aliados.

Protesto. Pouco antes da chegada de Serra, Aécio e Anastasia, cerca de 30 representantes do Sindicato dos Servidores de Educação Estadual usaram faixas para reivindicar o piso salarial de R$ 1.312,85, enquanto militantes do PSDB gritavam frases de apoio aos três tucanos.

Por volta de 14h40, após discussão verbal, houve um rápido confronto. Militantes tucanos usaram mastros de bandeira para agredir os representantes sindicais. Carlos Alberto Kian, colaborador do sindicato, foi atingido por um chute no rosto e teve o óculos quebrado e sangramento na face. Os dois grupos foram separados pela Polícia Militar.

Segundo Elaine Cristina Ribeiro, diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas, cerca de 70% dos professores estaduais de Uberlândia e 80% do Estado estão em greve há 20 dias.

Discurso. Durante sua apresentação, Serra focou a questão da segurança, ao afirmar ser prioridade em seu programa de governo e citou que é preciso combater o crime organizado. "É uma tarefa do governo federal, que tem de concentrar todas as ações nessa área, inclusive apoiando os Estados."

Ao finalizar sua fala, o tucano disse que não gosta de fazer promessas em campanha, mas que, ao analisar a pauta enviada por Aécio, já garantiu dois compromissos com Uberlândia: levar o gasoduto de São Carlos (SP) para a cidade e transformar o aeroporto em internacional.

Sobre a aliança com o PP, disse apostar na ligação com Leão para apoio em Minas, mas evitou falar sobre a possível neutralidade do PP na disputa nacional.

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