Serra só vai à CPI se Lula for, diz deputado tucano

O líder do PSDB na Câmara, deputado Jutahy Junior (BA), disse nesta quarta que o governador eleito de São Paulo, José Serra, só comparecerá à CPI dos Sanguessugas se o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, também for convidado a depor. Serra integra uma lista de quatro ex-ministros da Saúde convidados a depor para dizerem se tiveram ou não algo a ver com o esquema das ambulâncias superfaturadas. Seria o primeiro a ser ouvido, dia 7 de novembro, junto com Barjas Negri, prefeito de Piracicaba, que o substituiu no cargo quando saiu para disputar a Presidência na eleição passada. A justificativa de Jutahy é que o presidente da CPI, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), e o deputado petista Doutor Rosinha (PR), já declararam que não há indícios sobre a participação do futuro governador no esquema. Para Jutahy, antes de Serra, a CPI tem de ouvir Lula, todos seus amigos envolvidos, e o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), cujo coordenador de campanha, Hamilton Lacerda, foi flagrado pelas câmeras de segurança do hotel, quando levava parte do dinheiro para comprar o dossiê Vendoin. No seu entender, a iniciativa da CPI "é um ato que parece provocação". "Por que não o Mercadante? Se até o seu assessor foi preso?", perguntou. Para o vice-presidente e o sub-relator da CPI, deputados Raul Jungmann (PPS-PE) e Carlos Sampaio (PSDB-SP), o comparecimento dos ex-ministros não lhes causará nenhuma espécie de problema. Jungmann entende que, mesmo para quem não tem vida pública, a recusa a um convite da CPI é "politicamente desastrosa". Ele acredita que terá o apoio dos colegas para votar a convocação de quem recusar o convite da comissão.

Agencia Estado,

25 de outubro de 2006 | 19h47

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