Marcos Arcoverde/AE
Marcos Arcoverde/AE

Serra vai atrás de doadores no 2º turno

Reforço do caixa é prioridade para o núcleo tucano, que busca apoio de pequenos e médios empresários

Ana Paula Scinocca, Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2010 | 00h00

No primeiro dia após a definição de que haverá segundo turno na campanha presidencial, os tucanos se reuniram ontem, em São Paulo, para discutir a estratégia de arrecadação para essa nova etapa da disputa. Com base em um diagnóstico de captação de fundos da primeira fase da eleição, o comando da campanha de José Serra estipulou metas para melhorar o desempenho junto aos arrecadadores.

O PSDB espera agora não enfrentar as mesmas dificuldades do primeiro turno da campanha que resultaram em captação de recursos abaixo do esperado. Os tucanos decidiram ampliar o leque de potenciais doadores e fazer investidas junto aos pequenos e médios empresários, em reunião ontem no escritório do secretário de Cultura, Andrea Matarazzo, na hora do almoço. Participaram do encontro Márcio Fortes, ex-candidato a vice-governador pelo PSDB no Rio, o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge, o tesoureiro da campanha, Luis Sobral, e o responsável pela arrecadação, Sérgio Freitas.

A avaliação do comando da campanha é de que, até agora, o comitê da candidata adversária Dilma Rousseff (PT) teve mais facilidade em angariar recursos porque havia uma expectativa muito forte de vitória ainda no primeiro turno, além do fato de ela ser o nome governista. Os tucanos identificaram também que a campanha do PT teria conseguido muitas doações com empresas de médio porte.

Agora, com a disputa apenas entre os dois candidatos, e com o mesmo tempo de televisão, o comando do PSDB avalia que as empresas teriam interesse em doar de maneira mais equilibrada para ambos os comitês.

Os arrecadadores do partido pretendem bater na porta das grandes empresas que teriam doado mais para a campanha da adversária do que para a de Serra. Um dos casos que entraram na lista é o de uma cervejaria, que teria contribuído na primeira etapa da disputa com metade do valor injetado na campanha petista.

Durante o primeiro turno da campanha, um dos setores que foram mais ''generosos'' com os tucanos foi o financeiro, mais especificamente os bancos. O principal arrecadador, Sérgio Freitas, foi vice-presidente do Banco Itaú.

A estimativa de gastos do PSDB é de R$ 180 milhões em toda a campanha. Os tucanos, no entanto, avaliam que não vão atingir o limite informado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na última prestação de contas feita pelos partidos, no mês passado, o PSDB divulgou ter arrecadado R$ 26 milhões.

No PT, a estimativa de gastos informada ao TSE é de R$ 157 milhões. O partido de Dilma declarou a captação de R$ 39,5 milhões junto a doadores. Daqui até 31 de outubro, data do segundo turno da disputa, as campanhas não têm de realizar nova prestação de contas. Apenas após o final da corrida eleitoral é que nova prestação tem de ser feita pelas legendas.

Cofre

26 milhões

de reais foi o montante arrecadado pelo PSDB na última prestação de contas do partido ao TSE, divulgada mês passado. A estimativa de gastos é de R$ 180 milhões em toda a campanha

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.