Servidor desvia até material de limpeza

Denúncia sobre uso ilegal de verba secreta inclui outros esquemas

, O Estadao de S.Paulo

18 Agosto 2009 | 00h00

O oficial administrativo Carlos Jorge Santana, o Jorginho, denunciou o suposto desaparecimento de uma carga de material de limpeza entregue ao gabinete da Secretaria da Segurança Pública. O material entregue à secretaria pela Bombril teria sido desviado por dois funcionários do gabinete. Jorginho conta como isso teria ocorrido em seu depoimento de seis páginas. Nele, ele narra ainda o suposto desvio de cerca de R$ 3 milhões da verba de operações policiais sigilosas da secretaria.Segundo ele, o dinheiro foi usado indevidamente por Luiz Hélio da Silva Franco (chefe de gabinete da pasta de 2002 a 2006) e por Tadeu Sérgio Pinto de Carvalho (ele ocupou o mesmo cargo entre 2007 e 2008). Cumprindo ordens, ele diz que pagou contas pessoais dos dois chefes com dinheiro público e apresentou cópias de documentos e cheques. Ouvidos pelo Estado, os acusados negaram. "É mentira", disse Franco.O caso está nas mãos do procurador Sérgio Turra Sobrane, assessor do procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira. Jorginho também denunciou desvio da verba de manutenção do prédio da secretaria. Serviços fictícios seriam pagos por meio do uso de notas frias. Um exemplo disso seria a nota fiscal de número 261 em nome de uma empresa de informática.Apesar de ter sido impressa em setembro de 2006 - toda nota fiscal deve ter número e data de impressão para controle da Receita -, a nota foi emitida em 17 de agosto de 2006, portanto, antes da data da impressão. O documento faz parte do processo no Tribunal de Contas do Estado (TCE) - foi usada para comprovar a manutenção do monitor de um computador da secretaria.

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