Servidores da Febem anunciam nova greve

Os funcionários da Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) ameaçam retomar a greve geral no dia 7 de outubro, caso a direção da fundação não cumpra o acordo fechado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no dia 11. Segundo a Assessoria de Imprensa da Febem, a entidade deve recorrer da decisão judicial que determinou aumento de 5% para os funcionários na semana passada. "Até agora, ninguém se manifestou sobre o reajuste coletivo ou os direitos adquiridos", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor e à Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa), Antônio Gilberto da Silva. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, em assembléia geral pela manhã. A partir de quarta-feira, começam as assembléias regionais em todas as unidades. O pagamento dos funcionários ocorre no dia 7. "É a data-limite para sabermos se a decisão judicial será cumprida", disse Silva. Ele acredita que, até a data da greve, a Febem volte a sofrer com rebeliões. "As unidades estão para estourar a qualquer momento e o governo provavelmente vai usar a greve para dar desculpa para os riscos." Segundo Silva, além das reivindicações salariais, o sindicato busca melhores condições de trabalho e mais segurança. "Está faltando até creme dental para os menores. É claro que existe o risco de motim", afirmou. A Febem argumenta que o reajuste de 5% sugerido pelo TRT vai beneficiar apenas os funcionários que ganham até R$ 900,00, menos de 600 dos 7 mil trabalhadores, conforme a fundação. Alega-se ainda que, por conta do ano eleitoral, entidades públicas não podem fazer reajustes salariais e os funcionários já estão sendo beneficiados pelo Plano de Recomposição Salarial implementado em junho, com reajustes de 15% a 45%. Rebelião - Funcionários da Febem, que pedem para não ser identificados, disseram ontem, durante a assembléia, que pelo menos quatro funcionários e seis internos ficaram feridos em um princípio de rebelião na unidade Tatuapé, na manhã de quarta-feira. O tumulto teria sido provocado por uma briga entre gangues rivais e foi controlado por monitores. "O clima está tenso e os adolescentes continuam ameaçando os funcionários", afirmou um monitor. Em Franco da Rocha, cerca de 20 menores teriam tentado matar um interno na noite de ontem e provocado outro tumulto. A assessoria da fundação disse que não houve sinal de rebelião em nenhuma das unidades.

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