Servidores do Judiciário decidem manter a greve

Os funcionários do Poder Judiciário de São Paulo decidiram nesta quarta-feira à tarde, em assembléia, pela manutenção da greve, que entra amanhã em seu 37º dia.Os servidores seguiram em passeata da Praça João Mendes, no centro, local da assembléia, até o prédio onde ficam os desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) na Avenida Paulista, 750.Os servidores rejeitaram a proposta do presidente do TJ, Márcio Bonilha, feita nesta quarta-feira. Ele prometeu a formação de uma comissão que acompanharia os gastos do Judiciário, em troca da volta ao trabalho.Se o limite de 6% da receita líquida do Estado - fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal - for respeitado e sobrar dinheiro, será dos servidores. Bonilha prometeu ainda não descontar os dias parados, desde que os grevistas compensem o período não trabalhado. Uma liminar, no entanto, impede o desconto.Os grevistas receberam ainda apoio oficial da bancada do PT na Assembléia. Após decidirem não aceitar a proposta e marcarem nova assembléia para a próxima quarta-feira, os servidores seguiram para a Avenida Paulista e em seguida interromperam o trânsito das Avenidas Liberdade e Brigadeiro Luís Antônio e Rua Condessa de São Joaquim. A passeata foi acompanhado por helicóptero, motos e carros da Polícia Militar, além de policiais a pé. Segundo a PM, 2.500 pessoas participaram da assembléia. Para os organizadores, eram 15 mil. Fora o transtorno para os motoristas que enfrentaram lentidão, não houve imprevistos.O objetivo da passeata era buscar apoio dos desembargadores. Os líderes do movimento foram recebidos por seis magistrados, que teriam acenado com a possibilidade de intermediar as negociações.O tom da assembléia foi de crítica a Bonilha, assim como de outras seis já realizadas. O coro preferido dos servidores era: "A greve continua, Bonilha a culpa é sua."Um boneco simbolizando o presidente do TJ voltou a ser velado num caixão aberto na Praça João Mendes. Na janela do fórum, outro boneco foi enforcado. Ao seu lado, um cartaz com fotos de Bonilha e do presidente da Assembléia, Walter Feldman (PSDB) dizia: "Destino dos traidores".

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