Servidores do Judiciário tentam acordo com TJ

Os representantes dos funcionários do Poder Judiciário de São Paulo, em greve há 45 dias, recebem nesta quarta-feira uma proposta do Tribunal de Justiça (TJ) para pôr fim à paralisação.Os desembargadores que formam a comissão de negociação encontram-se a partir das 9 horas com os líderes do movimento. Uma assembléia-geral da categoria, às 13 horas, na Praça João Mendes Júnior, no centro da capital, vai decidir sobre a continuidade ou não da greve.Os representantes estiveram reunidos por três horas com os desembargadores Luís Carlos Ribeiro dos Santos, Celso Limongi e Laerte Nordi - membros da comissão formada pelo presidente do TJ Márcio Bonilha. No encontro, a categoria entregou suas reivindicações.De posse das exigências, os desembargadores foram até o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para avaliar os gastos do TJ e analisar a possibilidade de aumento. A intenção dos desembargadores é apresentar algum índice nesta quarta, antes da assembléia-geral da categoria.A greve teve início no dia 27 de agosto e foi, aos poucos, ganhando adesão dos funcionários. A categoria pede 54% de reajuste a título de reposição de perdas nos últimos sete anos.O presidente do TJ diz que não pode atender à exigência por causa do limite de 6% da receita líquida para gasto com o funcionalismo, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.Atualmente, segundo Bonilha, o gasto estaria em 6,12%. O maior problema para os grevistas é a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que permite o desconto dos dias parados dos servidores.

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