Servidores do MPE se reúnem para discutir greve

Inconformados com o "achatamento salarial", servidores do Ministério Público Estadual (MPE)realizam nesta quarta-feira assembléia-geral extraordinária para definir os rumos do movimento deflagrado no dia 7, quando entraram em estado de greve com paralisações-relâmpago - duas horas pordia.A concentração, com carro de som, ocorrerá a partir de 11 horas no pátio de estacionamento da Procuradoria-Geral de Justiça, no Centro de São Paulo. Os servidores sustentam que a defasagem chega a 200% e querem ser recebidos pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), a quem farão a denúncia de que "não receberam um único centavo" da verba suplementar - R$ 16, 8 milhões - repassada pela Fazenda ao MPE. "Apenas promotores e procuradores tiveram reajuste de 15 63% retroativo a janeiro de 1998."Os funcionários do MPE são oficiais e auxiliares de promotoria, entre outros profissionais reconhecidos como imprescindíveis para o andamento de inquéritos de improbidade e procedimentos criminais. Eles pretendem entregar a Alckmin cópia da pauta com oito reivindicações -como revisão geral dos vencimentos e proventos, indenização das férias em dinheiro, licença-prêmioproporcional, reajuste do vale-transporte e doauxílio-alimentação."Não queremos privilégios, mas corrigir distorções", garante Cláudia Regina Maciel, diretora-financeira do sindicato, que sereuniu com o procurador-geral, Luiz Marrey. Ela invoca a emenda 19 da Constituição para defender concessão aos servidores dos índices aplicados aos promotores.A assessoria de Marrey informou que já foi enviado à Assembléia projeto que prevê "reajuste de gratificações" para os servidores. A procuradoria anotou que os promotores têmreajustes por lei específica.

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