Servidores do MPE vão à Justiça para receber reajuste de 15,63%

Os servidores do Ministério Público Estadual decidiram nesta quarta-feira, em assembléia extraordinária, ingressar com mandado de segurança coletivo na Justiça por meio do qual pretendem obter 15,63% de reajuste salarial - retroativo a janeiro de 1998 -, mesmo índice concedido aos promotores e procuradores. O mandado terá fundamento na Lei Orgânica do Ministério Público e na emenda 19 da Constituição que, segundo os servidores, veda distinção no pagamento de reajuste ou concessão de benefícios.O ato foi realizado em frente ao prédio-sede da Procuradoria-Geral de Justiça, no Centro da cidade. Cerca de 400 funcionários participaram da assembléia, exibindo faixas com os dizeres "reposição já" e "procurador-geral da injustiça" - referência ao chefe do Ministério Público. O movimento dos servidores é inédito.A direção do Sindicato dos Servidores informou que "está cansada de promessas vazias". A categoria ameaça deflagrar greve a partir da próxima semana se não houver avanço nas negociações. O sindicato observou que a verba orçamentária do Ministério Público para este ano é de R$ 680 milhões. Recentemente, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) repassou verba suplementar de R$ 16,8 milhões ao Ministério Público. Parte desse dinheiro foi usada no pagamento dos 15,63% aos promotores e procuradores. "A verba deveria ser usada também no reajuste dos servidores", afirmam os sindicalistas.Uma comissão de 10 funcionários foi recebida pela diretora-geral do Ministério Público, procuradora Evelyse Prado. Eles querem que eventual contraproposta ou compromisso seja registrada em ata, com assinatura do procurador-geral, Luiz Antonio Marrey. A assessoria de Marrey informou que já foi encaminhado à Assembléia projeto que prevê aumento de gratificação para os servidores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.