Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Servidores do sistema penal aprovam intervenção, mas dizem que não serão subservientes

Em comunicado, sindicato que representa funcionários públicos afirmou que não vai acatar 'caprichos e vaidades' dos interventores

Fernanda Nunes e Marcio Dolza, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2018 | 15h45

RIO – Os servidores do sistema penal do Rio de Janeiro se posicionaram favoravelmente à intervenção federal na Segurança Pública do Estado anunciada nessa sexta-feira, 16, pelo governo federal.

O apoio, porém, é condicionado à valorização dos profissionais que já atuam nas penitenciárias. Em comunicado, o sindicato que representa desse grupo de funcionários públicos, o Sindisistema Penal RJ, afirmou que, embora aceite a intervenção, vai atuar para  frustrar interferências que possam gerar conflitos. 

Ainda acrescentou que os profissionais contratados pelo Estado não vão acatar "caprichos e vaidades" dos interventores e garantiram que vão dar todas as informações pedidas pelas forças armadas, desde que os militares demonstrem estar comprometidos com o "respeito e valorização dos inspetores penitenciários". 

+++ Intervenção será feita de forma 'cooperativa' com o Rio, diz Temer

O sindicato também ressaltou os problemas estruturais nas prisões, como superlotações e o quadro reduzido de trabalhadores.

"A crise tão propagandeada de que o sistema penitenciário tornou-se o ‘escritório do crime’ não pode ser imputada aos inspetores penitenciários, pois estes vêm demonstrando um nível de controle das unidades prisionais acima da média, se comparado a outros entes federados", afirma.

+++ Temer anuncia criação do Ministério da Segurança Pública 

+++ Maia diz que verba para intervenção será do governo federal

Os servidores públicos do sistema penal creditam a crise na segurança do Rio à "omissão do Estado brasileiro para com o sistema" e afirmam que não serão “subservientes a caprichos ou vaidades que nos imponham responsabilidade” pelos problemas do sistema penal. 

No comunicado, reivindicam o pagamento do 13º salário de 2017 e de promoções e autorizações para o uso de alguns armamentos permitidos a outras forças de segurança, como os de calibre 9 mm, além da convocação de aprovados nos concursos de 2003, 2006 e 2012. "Que a intervenção venha de forma positiva e com a valorização de todos os profissionais", traz o comunicado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.