Servidores fazem ato de repúdio em SP

Servidores ligados ao Sindicato dos Professores do Ensino no Município de São Paulo (Sinpeem) e outras entidades do funcionalismo público realizaram hoje um ato de repúdio em frente a Secretaria de Gestão Pública, na Avenida Paulista. Segundo os organizadores, cerca de 600 pessoas participaram da manifestação, que começou às 10h e acabou 12h15.De acordo com o presidente do Sinpeem, vereador Cláudio Fonseca (PC do B), o servidores rejeitaram a proposta da Prefeitura para a categoria que prevê reajuste de 2% no mês de maio para todos os servidores e R$ 300,00 de abono dividido em três parcelas (julho, outubro e janeiro de 2003) para quem recebe até três salários mínimos. Além disso, a Prefeitura propôs aumento salarial de 2,6% em janeiro de 2003 e 2,6% em janeiro de 2004. Inicialmente, a categoria exigia aumento de 62,62% de aumento real. "Mas nós flexibilizamos a nossa proposta e apresentamos para a Prefeitura uma contraproposta, que prevê aumento de 8,16% para maio", disse o vereador. O índice de 8,16% se refere perdas com a inflação entre janeiro de 2001 e abril de 2002, período de gestão da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT).Além disso, a categoria cobra que a Prefeitura apresente um plano de proposta para parcelar os 62,62% que, segundo Fonseca, representa as perdas da categoria entre abril de 1994 a abril de 2002. "Queremos que a Prefeitura apresente um plano de reposição das perdas salariais", afirmou Fonseca. "A reposição dos servidores foi um dos compromissos de campanha da prefeita Marta Suplicy."Como foi decretado ponto facultativo no funcionalismo público, os manifestantes não conseguiram ser recebidos pela secretária de Gestão Pública, Helena Kerr. "A Prefeitura decretou ponto facultativo. O clima é de mobilização geral pela seleção, estamos concorrendo com a seleção", brincou o vereador. Amanhã, às 10 horas, os servidores estarão reunidos no fórum das entidades, na sede do Sindicato dos Especialistas em Educação, para definir a agenda de eventos. "No momento não há como ter greve, mas no retorno do recesso é bem provável recessos e colocação de greves", alertou Fonseca.Somente esse ano, os servidores públicos realizaram quatro manifestações e já estiveram reunidos sete vezes com o governo para discutir o reajuste salarial.

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