Servidores municipais de Porto Alegre decidem fazer greve

Categoria tem 17 mil funcionários ativos; paralisação está prevista para começar em 2 de junho

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

29 Maio 2014 | 17h44

PORTO ALEGRE - Uma assembleia do funcionalismo público municipal recusou proposta de reajuste salarial da prefeitura de Porto Alegre e aprovou uma greve geral da categoria, nesta quinta-feira, 29. Os serviços serão suspensos na segunda-feira, dia 2 de junho, por tempo indeterminado. O Sindicato dos Municipários (Simpa) vai cumprir as formalidades legais, enviando ofício ao prefeito José Fortunati (PDT) e publicando aviso à população nesta sexta-feira. "Manteremos o atendimento mínimo exigido nos serviços essenciais", assegurou a diretora de comunicação da entidade, Carmen Padilha.

A categoria tem 17 mil servidores ativos - além de 6 mil aposentados - e, conforme sua porta-voz, apresentou sua reivindicação ao prefeito em 3 de abril, prevendo reajuste de 20%, índice que faria a reposição de perdas inflacionárias e contemplaria aumento real. O município, que ofereceu reposição inflacionária correspondente aos últimos 12 meses parcelada, com 2,5% em maio e o restante em janeiro de 2015, pediu dez dias de prazo para estudar a possibilidade de fazer uma nova proposta.

Se não houver um acordo nos próximos dias, é possível que a greve se estenda para o período da Copa do Mundo. O primeiro jogo marcado para a capital gaúcha é entre França e Honduras no dia 15 de junho. "O que nos preocupa agora não é o futebol, mas a nossa negociação", destacou Carmen. Outras duas cidades do Rio Grande do Sul, Pelotas e São Leopoldo, estão convivendo com paralisações do funcionalismo por reajustes salariais.

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