Servidores paulistanos fecham acordo de reajuste salarial

A Prefeitura de São Paulo e os sindicatos do funcionalismo público municipal assinaram, ontem à noite, o 2º Acordo Coletivo de Serviço, que institui o reajuste salarial das categorias de servidores do município. Com o acordo, o piso salarial mínimo do funcionalismo da Prefeitura passou de aproximadamente R$ 260 para R$ 418, o que representa um aumento de cerca de 60%. O ajuste varia de acordo com o tipo de servidor, e foi possível graças à incorporação ao salário de abonos e adicionais por tempo de serviço.Os professores municipais, por exemplo, receberam um reajuste salarial de 6% (dividido em 3% em junho e 3% em agosto). "Achamos que a proposta do governo não é tudo que queríamos, mas representa uma conquista", afirma o presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal, o vereador Cláudio Fonseca (PC do B). A categoria reivindicava reposição de 21% e aumento real de 10%.Pelo acordo, os profissionais do ensino municipal também conseguiram para julho a antecipação de 30% de uma gratificação que é paga no fim do ano, além da elevação do piso salarial do pessoal operacional das escolas. O vereador destaca que o resultado do acordo deve-se às manifestações da categoria realizadas em abril e maio. "É fruto dessa luta. Nenhum governo trabalha sem pressão."Este é o segundo ano consecutivo em que a Prefeitura realiza a negociação. No ano passado, o mês de maio foi instituído como a data-base do funcionalismo municipal. Na mesma época, a administração também criou o Sistema de Negociação Permanente (Sinp) - pelo qual foi definido o acordo -, com o objetivo de apreciar e negociar as reivindicações do sindicatos, analisando as propostas da entidades e o impacto delas nas finanças do município.

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