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Servidores rejeitam proposta da prefeitura de São Paulo

Os servidores municipais de São Paulo recusaram hoje duas propostas de reajuste da Prefeitura para a categoria. Na primeira, os servidores receberiam 2% de aumento real ou abono de R$ 300,00, em três vezes, para quem ganha até três salários mínimos. Na segunda, todos os servidores receberiam bônus de R$ 250 por um mês e, quem ganha até três salários mínimos, receberia outro bônus de R$ 300,00, em três vezes. As parcelas seriam pagas em junho, outubro e janeiro de 2003. Essa é a terceira manifestação feita pela categoria.A rodada de negociações aconteceu na Secretaria do Meio Ambiente. Cinco representantes das principais secretarias do governo (Gestão Pública, Finanças, Governo, Educação e Saúde) negociaram com oito representantes das entidades sindicais. Enquanto isso, 25 entidades representativas dos servidores, somando cerca de mil pessoas, fizeram uma manifestação em frente ao Palácio das Indústrias, sede da Prefeitura. Com carro de som, apitos, faixas, bandeiras e, alguns, usando nariz de palhaço, queriam ser recebidos pela prefeita Marta Suplicy (PT) e negociar o reajuste. Os servidores reivindicam 62,62% para repor a inflação acumulada desde julho de 1994. Na última rodada de negociações, a Prefeitura ofereceu 2% de aumento.De acordo com o presidente Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal e vereador Cláudio Fonseca (PC do B), até o próximo dia 8 as entidades de classes realizarão assembléias para decidirem um posicionamento. Fonseca, que na Câmara Municipal é aliado do governo, adiantou que a categoria vai propor greve à partir do dia 11 em assembléia, prevista para o dia 8. "Eles (a Prefeitura) alegam que o impacto desse aumento seria de R$ 51 milhões na folha de pagamento. É um valor irrisório", disse o vereador.Nesta terça-feira, uma comissão de funcionários deverá acompanhar na Câmara Municipal a palestra do secretário das Finanças, João Sayad, sobre como são feitos os gastos com a folha de pagamentos.O Município gasta hoje R$ 258 milhões com o pagamento de 163 mil servidores. Duas das principais críticas dos servidores com relação a política do governo são os atuais gastos da Prefeitura com publicidade e o aumento de 40% para os funcionários em cargos de confiança. "O servidor público é de confiança. Se não for da prefeita é da população", disse a sindicalista Maria Benedita Castro Andrade.

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