Sesi é condenado a indenizar família de afogado em piscina

O Serviço Social da Indústria (Sesi) foi condenado a pagar indenização de R$ 500 mil à família do doceiro José Alexandre Felisberto que, em 19 de dezembro de 1998, aos 24 anos, morreu afogado em uma das piscinas do parque aquático mantido pela entidade em Sorocaba. A juíza Ana Maria Alonso Baldy de Paula, da 2ª Vara Cível, considerou que a administração local foi negligente ao manter apenas dois salva-vidas para cuidar de três piscinas que estavam cheias de freqüentadores. Ela também condenou o Sesi ao pagamento de pensão mensal equivalente a quatro salários mínimos à mãe do doceiro, Tânia Mara Carrasco Felisberto, até que a mesma se aposente ou complete 65 anos. Os valores são devidos desde a morte do rapaz. Advogados da entidade irão recorrer da sentença. Eles alegam que o Sesi não teve culpa na morte do rapaz, que teria ocorrido por ele ter entrado na piscina após a ingestão de alimentos. Felisberto ajudava os pais, Tânia e José Francisco Felisberto, que é aposentado e recebe R$ 256,00 por mês, fazendo doces e bolos artesanais para vender. Após sua morte, os pais passaram a depender de medicamentos. A mãe teve forte depressão e a doceria deixou de funcionar. Ele era sócio do Sesi e, além das piscinas, freqüentava a academia de ginástica. Felisberto se afogou quando nadava entre dezenas de banhistas. Como a piscina estava lotada, levou cerca de 5 minutos para que o salva-vidas se apercebesse do afogamento. O rapaz recebeu respiração boca a boca e massagem cardíaca assim que foi tirado da água, mas não resistiu.

Agencia Estado,

02 de abril de 2003 | 16h34

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