Sete anos de prisão para secretária que roubou US$ 7,74 mi

Joyti De-Laurey era uma secretária de toda a confiança dos executivos da sucursal do banco de investimentos Goldman Sachs, em Londres. E eles só se deram conta de que ela lhes tirava dinheiro quando o roubo chegou a quase US$8 milhões (R$ 24), que pagaram roupas, carros, jóias e propriedades. Em abril, ela foi condenada e, hoje, saiu sua sentença: sete anos de prisão.Ela foi julgada culpada, pelo tribunal de Southwark, de Londres, de 20 acusações de fraude, incluindo 16 por ter obtido transferência de dinheiro por logro. Seu marido, Anthony, um ex-motorista particular de 50 anos, foi condenado por quatro acusações de lavagem de dinheiro. A mãe dela, 68, foi condenada pelos mesmos motivos. Mas pegaram penas mais leves: ele foi condenado a oito meses e a mãe, dra. Devi Schahhou, a dois anos mas com suspensão para seis meses.Durante o julgamento, Joyti negou as acusações, dizendo que o dinheiro lhe foi dado como gratificação por sua eficiência e discrição. O juiz Christopher Elwen disse ao júri do Tribunal de Southwark que os promotores afirmaram que Joyti é ?cínica, calculista e uma completa impostora?. Durante as 12 semanas que o julgamento durou, o júri ouviu da acusação que Joyti tinha inveja do luxuoso estilo de vida de seus chefes e que, entre fevereiro de 2001 e abril de 2002, forjou a assinatura deles em cheques e transferências de dinheiro para suas contas. Ela foi acusado de haver tirado US$ 5,9 milhões (R$ 18,6 milhões) do chefe da Goldman Sachs londrina, Edward Scott Mead, e US$ 2 milhões (R$ 6,3 milhões) do casal de executivos do mesmo banco Ron Beller e Jennifer Moses. Presume-se que esse dinheiro foi usado para comprar produtos de luxo e propriedades, incluindo roupas de estilistas famosos, jóias da Cartier, um carro Aston Martin de US$313.000 (R$ 976,5 mil) e uma vila em Chipre no valor de US$1,3 milhões (R$ 4,1 milhões). A acusação diz que Joyti, que foi admitida no escritório londrino da Goldman Sachs em 1998, ganhou a confiança de seus chefes e estava encarregada dos pagamentos de suas contas pessoais e da transferência de fundos entre suas contas. O promotor Stuart Trimmer explicou que Joyti foi descoberta quando Mead, diretor-gerente do escritório londrino, examinou suas contas, em maio de 2002, com vistas a fazer uma doação à sua ex-faculdade. ?Ele achou que as entradas em suas contas eram muito menores do que deviam?, contou Trimmer. ?E nós sabemos o motivo.? Segundo o promotor, Moses e Beller não perceberam que Joysti os estava roubando até ela ser presa. Mead, um americano especializado em fusões e aquisições, desde então saiu da Goldman Sachs e abriu um curso de preparatórios perto de sua casa, no bairro de Notting Hill. Durante o julgamento , Joyti disse que recebeu permissão para servir-se do dinheiro como uma ?recompensa? por ajudá-lo a ?cobrir? seu caso extra-conjugal com uma advogada. O advogado de defesa, Jeremy Dein, sugeriu que a importância de sua cliente para o banqueiro era imensa. Joysti colocou-se ?entre Mr. Mead e o potencial colapso de seu casamento, sua reputação, seu emprego e talvez até mesmo seus milhões?, argumentou Dein. Mead, que durante o julgamento disse ter ?um monte de coisas contra si?, incluindo ?ser rico, americano e trabalhar na City (o distrito financeiro de Londres)?, festejou o veredicto em abril. ?Estou satisfeito e aliviado que esta longa saga tenha chegado ao fim e que todos os atingidos possam , agora, retomar suas vidas?, disse na época em uma nota à imprensa. ?Joyti De-Laurey montou uma defesa vingativa e implausível, na qual ela e sua equipe de advogados tentaram transformar as vítimas em réus.?

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