Sete homens acusados de abuso sexual contra menores são presos

Sete homens foram presos pela polícia de Leme, acusados de abusos sexuais cometidos contra pelo menos 20 meninas com idades entre 10 e 14 anos, que moram na periferia da cidade. Segundo a delegada de Leme, Adriana Cardamone Galloni, a polícia recebeu denúncias incriminando outros moradores, que estão sendo averiguadas.Os sete suspeitos permanecem detidos na Cadeia de Pirassununga, município vizinho a Leme. Eles são acusados de atentado violento ao pudor, estupro, corrupção de menores e incentivo à prostituição. Uma das vítimas, uma menina de 10 anos, teve o estupro constatado em um laudo preliminar. A delegada informou que 15 das 20 meninas confirmaram ter praticado sexo com os suspeitos. Mas explicou que os laudos finais dos exames feitos pelas vítimas deverão estar concluídos somente na próxima semana. Também na próxima semana, Adriana espera encerrar o inquérito contra os sete suspeitos.Três deles, detidos no mês passado, tiveram a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias. Outros quatro tiveram a temporária decretada pela Justiça no início desta semana. Os suspeitos têm entre 37 e 74 anos. O caso começou a ser investigado depois da denúncia da mãe de duas vítimas.A delegada explicou que ainda não há informações sobre uma rede de corruptores de menores agindo na cidade. Mas informou que a polícia está investigando possíveis ligações entre os acusados. "Pode ser que as crianças fossem apresentadas entre eles. Mas isso ainda está em averiguação", afirmou.Os suspeitos são todos autônomos. Um deles é pós-graduado em administração e trabalha como vendedor. Os nomes dos envolvidos são mantidos em sigilo até que as investigações estejam concluídas. As vítimas relataram que mantinham encontros com os acusados em lugares variados, na casa dos suspeitos, no carro, em motéis e até em áreas afastadas da cidade. A polícia apurou que os suspeitos pagavam entre R$ 2 e R$ 10 para manter relações com as meninas. Em alguns casos, os encontros íntimos eram pagos com presentes como roupas, cintos, sapatos e bijuterias. Segundo a delegada, as próprias crianças e adolescentes, todas de famílias carentes, se ofereciam aos acusados para obter presentes e dinheiro. "Apesar de carentes, todas as meninas moram com a família. Não são crianças de rua", afirmou. De acordo com Adriana, na loja de um dos suspeitos foram encontradas fotos, revistas e fitas pornográficas, mas que não reproduzem imagens das vítimas. As penas para os crimes de estupro e atentado violento ao pudor variam de 6 a 10 anos, e para corrupção de menores, de 1 a 4 anos. Todas são inafiançáveis.

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