Sete presos em ´festinha´ em tentativa de fuga de traficante

Quatro agentes penitenciários do Presídio Aníbal Bruno, no Recife, começavam a tomar cerveja na sala de um apartamento no bairro do Engenho do Meio, zona oeste da cidade. No quarto, o traficante que escoltavam, Paulo Roberto Batista de Souza, 33 anos, estava na cama com a garota de programa Janaína da Silva, de 24 anos. Uma outra prostituta se encontrava no local. Do lado de fora, o motoqueiro Jean Oliveira de Lima, de 22 anos, aguardava o momento em que Paulo Roberto pularia o muro e ocuparia a garupa do veículo para a fuga.Esta foi a cena encontrada pela polícia na tarde de terça-feira, dia 2 - de acordo com o delegado da Repressão ao Tráfico, Osvaldo Morais - ao abortar o plano de fuga de Paulo Roberto, que cumpre pena há dois anos e cinco meses no Presídio Aníbal Bruno por assalto a banco e responde a inquéritos por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Do Mato Grosso, ele tem processos em outros Estados.Paulo Roberto vinha sendo monitorado pela polícia pela suspeita de comandar tráfico de cocaína e crack de dentro do presídio. Assim foi descoberto o plano de fuga. A idéia de Paulo Roberto era a de fugir na moto, quando os agentes estivessem "distraídos" com as meninas. Escoltado pelos agentes, ele deixou o presídio para uma consulta com um neurologista, marcada para as 13 horas no Hospital da Restauração. O rumo tomado, porém, foi outro: o do apartamento previamente alugado para a fuga, onde as moças os esperavam, na expectativa de uma festinha íntima. De acordo com o delegado, os agentes não tinham conhecimento da fuga, mas foram corrompidos para permitir - e provavelmente participar - da festa reservada.Sete foram presos em flagrante: o próprio Paulo Roberto; os agentes penitenciários José Noval Barbosa Nogueira Júnior, de 29 anos, Paulo Henrique Ferreira da Silva, 35, Márcio da Silva Prazeres, 33 e Gílson Silva de Azevedo, 46 - por corrupção passiva e porte ilegal de armas; o motoqueiro e Janaina, por tentativa de evasão de preso. A outra prostituta foi liberada, porque desconhecia a trama. Ela receberia R$ 50,00 pelo programa.

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