Sete são detidos em ocupação perto de prédio de Cabral

Grupo do Ocupa Leblon foi levado para delegacia por porte de entopercentes no Rio

Adriano Barcelos, O Estado de S. Paulo

28 Outubro 2013 | 17h01

 RIO - Sete manifestantes que participam de uma nova ocupação nas proximidades do prédio onde mora o governador Sérgio Cabral (PMDB), no bairro do Leblon, zona sul do Rio, foram detidos na tarde desta segunda-feira, 28, por volta das 14h.

O movimento, chamado de Ocupa Leblon, começou por volta de 6h e reunia nove homens e três mulheres até o meio-dia. Segundo a Polícia Militar, eles foram conduzidos à 14ª Delegacia de Polícia (Leblon) por porte de entorpecentes (maconha). As detenções foram divulgadas pelo perfil Black Bloc RJ no Facebook, onde eles pedem o auxílio de advogados.

O grupo pela manhã reunia 12 pessoas – à tarde, apenas as cinco que não foram detidas seguiam lá. Eles estão instalados no canteiro central da Avenida Delfim Moreira, próximo ao Posto 12 da praia do Leblon, na altura da rua de Cabral, a Aristides Espínola. Eles ainda esperam novas adesões, inclusive de professores descontentes com o acordo entre sindicalistas da categoria e o governo do Estado.

A intenção, segundo um dos manifestantes, é permanecer no local até o fim do ano. Ao chegar, o grupo foi abordado por policiais militares – eles avisaram que não será permitido acampar no local. Manifestantes disseram que não vão montar barracas. "Essa ocupação não é contra o governador Sérgio Cabral, é contra ele, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) e todo o sistema político do Rio", disse um dos integrantes, que não quis se identificar.

Os manifestantes são em sua maioria estudantes, de várias regiões da cidade e da Baixada Fluminense. Alguns haviam participado do "Ocupa Câmara", na Cinelândia, e do "Ocupa Cabral" anterior, no mesmo local. O acampamento na Delfim Moreira, agora chamado de "Ocupa Leblon" já foi desmontado duas vezes – a primeira pela polícia, e a última por decisão dos manifestantes, após 40 dias, no início de setembro. Pela manhã, o grupo começou a receber as primeiras doações de água e alimentos.

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