Sete supostos integrantes do PCC são presos no MS

Uma caçada a supostos membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) que vivem no Paraguai, iniciada esta semana, já resultou na prisão de sete membros da facção criminosa. No final da tarde de quinta-feira, 27, foram presos Marcelo Leandro da Silva, o Marcelinho Niterói; Paulo Henrique Basílio; Saulo de Oliveira e Rodrigo Fernández de Alencar. As prisões aconteceram em Pedro Juan Caballero, na divisa com Ponta Porá, no Mato Grosso do Sul. Entretanto, o alvo maior é o gaúcho Irineu Pingo Soligo, condenado por tráfico de drogas em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, a 15 anos de reclusão e em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a 25 anos pelo mesmo crime. Ele está foragido. Pingo foi visto no final do mês passado na cidade de Coronel Sapucaia, divisa com Capitán Bado, no Paraguai, juntamente com quatro traficantes e contrabandistas procurados pela justiça brasileira. O gaúcho, que já foi um expressivo comerciante no Rio Grande do Sul, é a "extensão de Fernandinho Beira Mar, no crime organizado da divisa Brasil-Paraguai", segundo acredita o juiz federal Odilon de Oliveira.Bota sujaO grupo preso em Pedro Juan Caballero, é visto como "bota suja" entre os mafiosos da fronteira, ou seja, não tem grande expressão dentro das facções. Marcelino Niterói foi preso porque estava expulso do Paraguai desde 2000, onde agia em casos considerados pequenos, como informante dos criminosos. Os demais comparsas agiam junto aos detentos ligados ao PCC. Eles realizavam pagamentos de ajuda financeira às famílias de presidiários, além de informantes. MedoA atuação desses grupos na fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai está tirando o sossego dos moradores vizinhos de presídios. Na cidade de Naviraí, por exemplo, aconteceram dois princípios de rebelião esta semana, com ameaça de resgate de presos. Estão no presídio 109 detentos ligados ao PCC, dos 120 que foram transferidos de Três Lagoas, Campo Grande e Dourados, depois das rebeliões ocorridas em maio deste ano. Onze deles voltaram para a penitenciária de Campo Grande no começo desta semana.Segundo o secretário de Justiça e Segurança Pública, Raufi Marques, assim que as reformas nos três presídios depredados pelos detentos em maio último terminarem, a situação voltará ao normal. Ele lembrou que a permanência da Força Nacional no Estado foi prorrogada até o final do próximo mês.

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