Sete traficantes mortos no Rio em confronto com a polícia

Sete traficantes morreram em confronto com homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM, na noite de terça-feira, na Favela do Vidigal, em são Conrado, zona sul do Rio. Com eles, a polícia apreendeu sete fuzis, carregadores e munição. Dois policiais ficaram feridos, sem gravidade. Desde sábado, ocorreram 12 mortes e cinco pessoas ficaram feridas no morro, invadido por traficantes rivais. Oito mortes aconteceram em tiroteios com a PM, que continua no local, procurando por bandidos que permanecem escondidos.O confronto aconteceu no topo do morro, próximo a uma área conhecida como Arvorão. Aproximadamente 30 policiais do Bope patrulhavam a favela quando se defrontaram com os traficantes, que lançaram pelo menos três granadas contra os policiais. O soldado Matos e o sargento Roca foram feridos por estilhaços, no braço e na boca, respectivamente. Parte dos criminosos fugiu e sete se esconderam em uma casa. Em seguida, eles foram mortos em um tiroteio que durou meia hora. "Se eles atiram granadas contra nossos homens, não podemos responder com rosas", afirmou o comandante-geral da PM, coronel Hudson de Aguiar, que esteve no Vidigal. Os bandidos foram levados para o Hospital Miguel Couto, no Leblon, zona sul.As mortes começaram no sábado, quando quatro pessoas foram baleadas na saída de uma festa. Duas morreram. Segundo moradores do Vidigal, eles eram motoboys. Na segunda-feira, dois corpos foram encontrados pela polícia na área chamada Lagoinha, a 400 metros da entrada do morro. No mesmo dia, à noite, em confronto com PMs, um homem foi morto e outro ficou ferido.As armas apreendidas na terça-feira foram exibidas à imprensa em frente ao hospital. Os traficantes estavam com um fuzil M-16, dois FAL, dois AK-47, um Rugger e um fuzil-metralhadora Madsen, calibre 762, de uso coletivo. Um caderno com as inscrições CV (Comando Vermelho) e PPG (Pavão-Pavãozinho-Cantagalo) também foi encontrado.Nesta quarta-feira, o Batalhão Florestal fará novas buscas na mata que cerca o Vidigal. Participam da ocupação do morro também o 23º Batalhão da PM (Leblon), o Batalhão de Choque, o Grupamento Especial Tático Móvel (Getam) e a Companhia de Cães, além do Bope. Um helicóptero auxilia a operação.

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