Setor lidera ranking de despesas com materiais

O custeio da saúde pública é tão caro que, nos gastos do governo paulista com a compra de materiais, o item "equipamentos e artigos de uso médico, odontológico e hospitalar" consome, sozinho, mais dinheiro do que a soma de todos os demais 67 itens listados no Orçamento.

Julia Duailibi e Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2010 | 00h00

Até outubro, cerca de 60% das despesas totais do governo com materiais serviram para abastecer hospitais, ambulatórios e laboratórios de exames no Estado (veja quadro).

Nos demais 40% estão incluídos os gastos com itens como alimentos, veículos, autopeças, combustíveis, equipamentos de informática, móveis, armas e munições, livros, roupas, barcos, tratores e até animais vivos, entre outros.

Em números absolutos, a Secretaria da Saúde gastou, nos primeiros dez meses do ano, R$ 1,8 bilhão com a compra de materiais para uso médico e hospitalar. Desse total, R$ 1,4 bilhão se refere apenas à aquisição de medicamentos.

Em segundo lugar aparece o item especificado como "materiais de uso técnico" - seringas, luvas descartáveis e curativos, por exemplo. Somente com fraldas o governo gastou quase R$ 5 milhões entre os meses de janeiro e outubro.

Ranking. Mesmo com todo o crescimento das despesas com saúde nos últimos anos, São Paulo ainda aparece em oitavo lugar na relação dos Estados com maior gasto per capita no setor.

Em 2009, o Distrito Federal ficou na primeira posição, com R$ 654 por pessoa, quase o dobro do valor aplicado pelo governo paulista (R$ 329).

Estados da Região Norte e o Espírito Santo também aparecem com gasto per capita maior que o paulista. O último colocado nesse ranking é o Maranhão, com R$ 122.

Esses dados, publicados pela Secretaria do Tesouro Nacional em compilação sobre as finanças de todas as unidades da Federação, não se referem apenas aos gastos das secretarias de Saúde, mas a todos os incluídos na função "saúde" nos orçamentos locais.

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