Setor tem sido alvo constante de denúncias de irregularidades

O Turismo tem sido alvo de várias denúncias. Reportagens do Estado publicadas este mês revelaram um esquema irregular de emendas orçamentárias para falsos institutos que "organizavam" eventos turísticos.

, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2010 | 00h00

A manobra era simples. Deputados propunham emendas para shows e promoções patrocinados pelo Ministério do Turismo, mas os recursos, que somaram R$ 20 milhões desde 2008, iam para empresas fantasmas controladas por parlamentares.

Comandada pelo então relator do Orçamento 2011, senador Gim Argello (PTB-DF), a operação incluía nomes como RC Assessoria e Marketing, Inbraest, Renova Brasil e Planalto Central - e contava com laranjas, entre eles um jardineiro, um frentista de posto de gasolina e uma faxineira. Só a RC recebeu cerca de R$ 3 milhões.

A revelação do escândalo obrigou o senador a deixar a relatoria do Orçamento. Dias depois, o governo proibiu a destinação de dinheiro público para eventos e promoções de turismo.

O presidente do PPS, Roberto Freire, pediu o afastamento da atual relatora do Orçamento para o próximo ano, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), depois de reportagem revelando que sua assessora Liane Muhlemberg preside uma entidade que recebeu R$ 4,7 milhões de recursos do Orçamento por meio de convênios com o governo realizados sem licitação.

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