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Sexta edição da Parada da Paz leva 150 mil ao Ibirapuera

Cerca de 150 mil pessoas lotaramdurante a tarde de hoje a Avenida República do Líbano, ao ladodo Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, para a sextaedição da Parada da Paz, de acordo com estimativas daorganização do evento. O público de todas as tribos, cores eestilos, mas predominantemente jovem, começou a chegar por voltadas 11h. Muitos aproveitaram para assistir à segunda edição doSul América In Concert, que este ano trouxe o grupo Falamansa ea cantora Elba Ramalho, acompanhados pela Orquestra Arte Viva,da qual fazem parte músicos da Orquestra Sinfônica do Estado deSão Paulo. Os shows ocorreram horas antes da abertura oficial daParada, na Praça da Paz, dentro do Ibirapuera. Às 11h30, quandoo grupo Falamansa deu início à animada programação do dia, pelomenos 30 mil pessoas já se aglomeravam em frente do palco, sob osol. Apesar de suas apresentações não fazerem parte daprogramação da Parada, o grupo de forró e Elba também pedirampaz. "O Ibirapuera é um lugar democrático que reúne váriastribos. É um bom momento e um bom local para se falar em paz,que é tão importante na vida cotidiana de todos nós", disse ovocalista do Falamansa, Tato. Às 12h30, Tato levou Elba ao palcoe os dois terminaram o evento cantando juntos. Do xote, baião e forró, o público passou para a músicaeletrônica. Muita gente se dirigiu para o lado de fora do parqueonde os 16 trios elétricos contratados para agitar a Parada daPaz já esquentavam os motores. Aos poucos, punks, clubers,motoqueiros, patricinhas, drag queens, tatuados e modernosos emgeral coloriam a avenida com seus cabelos verde e rosa, saiasescocesas, botas de vinil, tênis plataforma, piercings e outrasexcentricidades.O evento foi aberto oficialmente às 14h05 com aapresentação da cantora Elza Soares, que subiu no trio elétricoda Prefeitura de São Paulo, concentrado na esquina da AvenidaRepública do Líbano com a Rua Professor Filadelfo Azevedo, deonde os trios elétricos partiram em carreata até o Obelisco. Elza vestia branco e usava o cabelo no estilo ´blackpower´. Seu show, no entanto, não durou muito. Ela conseguiuprender a atenção do público por apenas 20 minutos. Quem estavaali, queria mesmo dançar ao som de música eletrônicaproporcionada por quase 50 DJs, entre eles um grupo de francesesda Technoparade 2002, de Paris. Antes de cair na festa, os jovens tiveram que ouvir aprefeita Marta Suplicy. Ela fez uma aparição rápida de cima dotrio da Prefeitura e disse apenas: "o recado que eu queropassar é de paz e muita festa". A 6.ª Parada da Paz foiefetivamente mais de festa do que de paz. Havia muitosambulantes vendendo bebidas alcoólicas e jovens carregandogarrafas de vodca, uísque e energéticos. Cerca de 120 homens da Guarda Civil Metropolitana eoutros 160 da Polícia Militar tentavam formar um cerco paraconter a multidão. Eles não conseguiram, no entanto, impedir ouso de drogas, inclusive entre muitos menores. Segurando umalata de ´lança-perfume´, o jovem R.D., 17 anos, afirmou que jáhavia consumido maconha e dizia "aqui tem de tudo". "Estamos fazendo um trabalho de ambulância. Já levamoscerca de 20 jovens passando mal por bebida ou overdose para oHospital das Clínicas e outros prontos-socorros da região",disse o cabo Cruz, da PM. "O maior problema tem sido lidar comjovens alcoolizados", comentou o primeiro-tenente da PM Elton.A Guarda Civil teve dificuldades para conter um grupo de jovensque saqueou um carro de cerveja e brindes da marca Skol, queacompanhava um trio elétrico. No Pronto-Socorro do Hospital São Paulo, pelo menos 12pessoas foram atendidas. Uma enfermeira disse às 17h30 que onúmero podia aumentar, porque continuavam a chegar pacientes.Segundo ela, a emergência atende pacientes com problemas gravese a chegada dos pacientes do Ibirapuera atrasou atendimentos derotina. Mas ela garantiu que todos foram atendidos. Um médico doPS disse que os pacientes chegaram com sonolência e vômito, emrazão de consumo excessivo de bebida. Segundo a Guarda Civil,até as 18h, nenhum incidente grave havia sido registrado.ACompanhia de Engenharia de Tráfego (CET) manteve toda a avenidainterditada desde às 9 horas, com cerca de 50 operadoresdesviando o trânsito da região. Às 18 horas, a limpeza foiiniciada por 50 garis da Prefeitura.

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