Shopping terá de pagar R$ 900 mil às vítimas de atirador

O Shopping Morumbi, o Grupo Internacional Cinematográfico Ltda. e vários fundos de pensão foram condenados a pagar indenização, por danos morais, no valor de R$ 900 mil, às irmãs Karina, Hanna e Carolina Vadasz. Elas são filhas da publicitária Luísa Jatobá, assassinada pelo estudante de medicina Mateus da Costa Meira, em 3 de novembro de 1999 em uma das salas de cinema do shopping. Da decisão, cabe recurso. A decisão foi tomada, por maioria de votos, nesta quarta-feira (27/8), pela 7ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça paulista. De acordo com a Revista Consultor Jurídico, a Turma manteve o valor do dano moral arbitrado em primeira instância e diminuiu a indenização do dano material. O valor da pensão foi arbitrado em três salários mínimos para cada uma das irmãs, que serão recebidos até completarem 25 anos.As filhas reclamavam indenização, por dano moral, no valor de R$ 3,1 milhões. Em abril de 2004, o juiz José Roberto Leme Alves de Oliveira, da 27ª Vara Cível da Capital, condenou o shopping e as demais empresas e fundos de investimentos apontados na ação a pagarem indenização, por danos morais, no valor total de R$ 900 mil.O juiz condenou os réus a pagarem também, por danos materiais, pensão alimentícia mensal a cada uma das autoras. O valor estabelecido foi correspondente a 22 salários mínimos mensais, desde a data da morte da mãe até completarem 25 anos, com juros e correção monetária.O crimeMeira, que ficou conhecido como ´atirador do shopping´, invadiu o Cine 5 do Morumbi Shopping atirando com uma submetralhadora calibre nove milímetros, de uso privativo das forças armadas. Além de Luísa Jatobá, ele também matou Júlio Maurício Zemaitis e Fabiana Lobão de Freitas e feriu outras quatro pessoas, durante a sessão do filme ´Clube da Luta´. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Mateus, que na época cursava o sexto ano de medicina, estava sob efeito de cocaína.O estudante foi condenado a 120 anos e seis meses de reclusão pelos três homicídios, por tentar matar quatro pessoas que ficaram feridas e colocar em risco a vida de outras 15. A sentença foi da juíza Maria Cecília Leone. A defesa recorreu da decisão.Do total, 110 anos e 6 meses deverão ser cumpridos em regime fechado pelas três mortes e quatro tentativas de homicídio. Os outros 10 anos, por conta do crime de periclitação de vida, deverão ser cumpridos em regime semi-aberto.

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