Shoppings antigos já passam por reformas

Concorrência obriga centros a mudarem até de nome; nos projetos para 2009, há empreendimentos que se espelham no estilo do bairro

Sérgio Duran e Rodrigo Brancattelli, O Estadao de S.Paulo

13 Outubro 2007 | 00h00

A inauguração de novos shoppings permite um movimento de revitalização dos antigos em São Paulo. É o que ocorre com o Morumbi e o Market Place, na zona sul da capital, que passam por reformas para enfrentar a concorrência de vários outros que surgiram no entorno. O caso mais emblemático, porém, é o do West Plaza, na Pompéia, zona oeste, que mudou até de nome para enfrentar o novo Bourbon, localizado na mesma avenida. A rede Plaza Shopping, do Grupo Victor Malzoni, que conta ainda com o Shopping Paulista, vai aplicar R$ 92 milhões na expansão do West Plaza. Criado originalmente pelo arquiteto Julio Neves, o antigo West será, agora, renomeado de Pátio West Plaza. Entre as novas atrações, terá dez salas de cinema Cinemark, mas manterá a rede Playarte e as duas salas que o consagraram. Além disso, várias outras lojas terão espaço ampliado, como a âncora Fast Shop, que passará a ocupar uma área de mil metros quadrados. O bulevar receberá novos restaurantes e uma decoração nova-iorquina, segundo o material de divulgação do empreendimento. A primeira parte das obras será entregue em maio. Já o Bourbon Pompéia é a quinta unidade da rede Bourbon e a primeira fora do Rio Grande do Sul. Localizado no cruzamento das Ruas Turiaçu e Pompéia com a Avenida Francisco Matarazzo, em Perdizes, o empreendimento abrigará mais de 200 lojas, praça de alimentação, restaurantes e estacionamento coberto com mais de 3 mil vagas. O shopping ocupa a área onde funcionava outro centro comercial. Como âncoras, o Bourbon contará com o hipermercado Zaffari e mais seis lojas de grande porte, algumas das quais idênticas ao do vizinho concorrente, como a Fast Shop. Entre as exclusivas, estão a Zara, a Centauro e a megastore da Livraria Cultura. Outras novidades do Bourbon serão um teatro com palco italiano de múltiplo uso e capacidade para 1.500 pessoas, uma área para eventos, além de dez salas de cinema multiplex Arteplex e uma sala com sistema Imax - mecanismo mais avançado e de maior precisão do mundo, que utiliza telas gigantes e possibilita projeções em 3D. CENTRO DE LUXO As cinco inaugurações que farão São Paulo se transformar numa espécie de capital latino-americana dos shoppings não esgotaram os projetos no setor. Há ainda o desenvolvimento de outro centro de alto luxo na Vila Nova Conceição, na zona sul. As empresas responsáveis, porém, não divulgam informações sobre as novidades. A BRMalls, uma das maiores empresas do setor no País, assinou acordo com a Construtora São José para desenvolvimento, implementação e exploração conjunta de um centro de compras na Avenida do Estado, na Mooca (zona leste). O shopping center terá aproximadamente 38 mil metros quadrados de ABL (área bruta locável) e a participação da BRMalls será de 60%. O investimento total estimado é de aproximadamente R$ 129 milhões. A inauguração está prevista para junho de 2009. Será erguido na antiga fábrica da Ford, em terreno de aproximadamente 70 mil metros quadrados. Esse shopping buscará um estilo próprio, de centro de bairro, valorizando espaços a céu aberto, paisagismo, com áreas destinadas a restaurantes, lazer e entretenimento. Tudo para incorporar o estilo de vida da região. O conjunto de lojas terá aproximadamente 46% da ABL destinadas a âncoras. TRADIÇÃO A capital tem 73 shoppings hoje, sendo 3 de atacado, 13 rotativos (de boxes), 14 temáticos, como os de móveis, e 43 tradicionais. O maior é o Interlar Aricanduva, com 365 mil metros quadrados de área construída e 12,6 mil vagas de garagem. Apesar de as novidades arquitetônicas serem alardeadas como fundamentais, o lugar que mais atrai visitantes é um dos mais antigos e tradicionais da capital. Cerca de 5,5 milhões de pessoas circulam pelo Center Norte por mês. É mais que o dobro do Metrô Tatuapé, que tem visitação mensal de 2,3 milhões de pessoas - o que mostra que o fácil acesso não basta para o sucesso.

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