Silêncio aumenta aflição dos pais da jovem que sumiu nos EUA

Sem nenhuma informação nova sobre o desaparecimento da filha Carla Vicentini, ocorrido em Newark, em New Jersey, nos Estados Unidos, na madrugada do dia 9, o casal Orlando e Tânia Vicentini, morador em Goioerê, no centro-oeste do Paraná, passou um dia ainda mais preocupado. "Essa incerteza e esse silêncio incomodam", disse a mãe. "A gente se sente muito impotente." Segundo ela, o que lhe foi transmitido é que a estudante de Brasília e companheira de apartamento de Carla, Maria Eduarda Ribeiro, tinha sido convocada novamente nesta quinta para um depoimento à polícia. Tânia, entretanto, não sabe o que foi falado pela jovem. Maria Eduarda trabalha no restaurante em que a paranaense foi vista pela última vez em companhia de um americano. O pai de Carla acha que a colega sabe mais do que já falou e talvez esteja com medo de dizer toda a verdade. "Ela tem que abrir tudo", pediu. A repercussão do caso fez com que o FBI entrasse na investigação. Carla embarcou para os Estados Unidos no dia 19 de janeiro para participar de um intercâmbio de cinco meses promovido pela empresa World Study, período em que iria trabalhar e estudar inglês. Ela trabalhava em um restaurante português. Na noite em que desapareceu, Carla saiu do trabalho ao final do expediente e passou no restaurante em que a amiga trabalha para pegar a chave do apartamento. Depois de tomar um banho, retornou e ficou conversando com um americano, com o qual teria saído por volta das 4 horas da madrugada. Desde então, nunca mais foi vista.

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