Sílvia Calabresi é condenada a onze anos de prisão por explorar menores

Duas garotas eram torturadas pela ex-empresária e obrigadas a fazer serviços domésticos

Carolina Spillari, Central de Notícias

19 Abril 2011 | 18h18

SÃO PAULO - A ex-empresária Sílvia Calabresi foi condenada a onze anos e seis meses de reclusão em regime fechado por explorar trabalho de menores. A decisão foi divulgada nesta terça-feira, 19, pelo Ministério Público Federal em Goiás.

 

Lucélia Rodrigues da Silva e Lorena Coelho Reis moravam na casa de Sílvia e eram obrigadas a fazer serviços domésticos exaustivos sem receber pelo trabalho. Denúncias mostraram que elas eram torturadas e agredidas com frequência, e não podiam ter contato com a família. Na época, Lorena tinha 15 anos e Lucélia, 10.

 

Em 2008, a ex-empresária já havia sido condenada a 14 anos, 11 meses e 5 dias de reclusão, em regime fechado, por tortura.

 

Como Sílvia é uma pessoa que possui condições financeiras para contratar um número de funcionários suficiente, as circunstâncias do crime foram desfavoráveis para a ex-empresária, afirma a nova sentença.

 

Outro condenado foi o marido de Sílvia, Marco Antônio Calabresi Lima, que pegou três anos e seis meses de reclusão. Segundo a decisão, mesmo consciente, Lima se omitiu e deixou as menores trabalhando em condição humilhante em sua casa. A pena privativa de Marco foi substituída pelo juiz por prestação de serviço e pagamento de 30 salários mínimos para o Centro de Orientação e Reabilitação em Encefalopata.

 

Emprega à época, Vanice Maria Novais foi absolvida. A sentença reconheceu que a empregada estava sujeita à dominação de Sílvia. Vanice trabalhava sem receber salário e não teve seu período de descanso após a gravidez e o parto concedido.

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