Simba Safari fica lotado antes do fechamento

Congestionamentos de até 4 quilômetros marcaram o último domingo de funcionamento do Simba Safari, após 29 anos no bairro da Água Funda, zona sul de São Paulo. Na terça-feira, as visitas serão interrompidas durante 15 dias para reformas e substituição de funcionários. Ao reabrir as portas, em maio, o Simba passará a funcionar sob a responsabilidade da Fundação Parque Zoológico de São Paulo. Ursos, leões e tigres, que atualmente permanecem soltos, ficarão separados dos visitantes por grades."Nossa visita é um protesto contra a decisão de enjaular os bichos", disse o comerciante Edson de Sá Ribeiro, de 50 anos. "Eles estão acostumados à liberdade e, se forem presos de uma hora para outra, podem ficar estressados e doentes", afirmou sua mulher, Márcia Ribeiro, de 46 anos.Como o casal, muita gente quis ver os animais no parque pela última vez. Resultado: filas enormes e, em alguns horários mais de duas horas de espera, sob um calor que chegou aos 31 graus, às 13 horas.O Simba atraiu, inclusive, pessoas que não vivem em São Paulo. O comerciante João Marcos Vieira, de 45 anos, morador de Americana, a 140 quilômetros da capital, levou a família para visitar os animais. "Era a nossa última oportunidade de ver o parque nesse sistema de funcionamento", disse a comerciária Gabriela Loureiro, de 25 anos. Ela veio de Sorocaba com as duas filhas, de 6 e 3 anos, e os primos.De acordo com Francisco Corrêa Galvão, idealizador e administrador do parque, o Simba Safari corria risco de encerrar definitivamente as atividades, caso não fosse assumido pelo governo estadual.A área abriga cerca de 300 animais de 16 espécies. O parque é o único do gênero na América do Sul. Os visitantes percorrem 100 mil metros de carro. No trajeto, eles encontram girafas, macacos camelos, veados e entre outras espécies.Os animais consomem cerca de 4,2 toneladas de carne ao mês, além de 1,4 tonelada de laranja, 1,2 de banana e 506 quilos de abóbora. Desde sua inauguração, em 1971, o Simba recebeu mais de 8,5 milhões de pessoas. A média de visitantes é de 135 mil visitantes por mês.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.