Simulação vai de afogamentos a tragédias aéreas

Um acidente com vítimas presas às ferragens. A três passos de distância, uma criança afogada. No prédio vizinho, um incêndio, e não muito longe um suicida ameaça pular da ponte, perto do local onde um avião caiu. A reunião de tragédias em um quarteirão é a rotina do Centro de Treinamento do Corpo de Bombeiros em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, que reproduz situações reais para treinar homens de todo o País.O espaço que abriga as aulas de socorro terrestre - atualmente responsáveis por 45% de todos os chamados dos bombeiros de São Paulo - parece um cenário de guerra no trânsito, protagonizado por motoristas embriagados. São carros e carros amassados (propositalmente) que servem de prévia para mostrar o que os homens da corporação vão encontrar nas esquinas. "Só este ano, recebemos 100 carros para ministrarmos as aulas, fornecidos pela Ford e pela GM gratuitamente", conta o capitão Carlos Roberto Rodrigues, responsável pelo treinamento.O Estado acompanhou um dos treinos simulados de resgate de blindados. Serras, machados e furadeiras foram entregues aos bombeiros. Em cinco minutos, quatro portas e um teto arrancados depois, os participantes chegaram à vítima. O tempo, que não foi suficiente para esfriar o café, pareceria uma eternidade se imaginasse que ali dentro poderia haver uma criança.

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