Simulador de voo na Amazônia

Equipamento utilizado para treinar pilotos da Força Aérea Brasileira foi fabricado no Canadá

Liege Albuquerque, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2010 | 00h00

O simulador de voo da aeronave C-105 Amazonas, guardado em segurança máxima em um prédio no meio da selva amazônica, completa em maio o primeiro treinamento de três meses de 30 pilotos da Aeronáutica usando energia de um gerador, traduzindo-se na economia de mais da metade do que seria gasto em combustível e manutenção de aviões reais.

O equipamento de última geração, único na América do Sul, custou US$ 8,5 milhões às Forças Armadas e deverá proporcionar uma economia de US$ 6,5 milhões só no primeiro ano de uso, completado em fevereiro do ano que vem.

"Em 11 mil horas de voo, ou até dois anos de uso, o simulador se paga e, de quebra, também ao prédio de US$ 3 milhões construído para abrigá-lo e ao treinamento dos oficiais", destaca o comandante do projeto do simulador, capitão Samuel Siqueira. O valor da hora de voo da C-105 é US$ 3.312,20 e a hora do voo virtual é de US$ 2 mil a menos.

O Full Flight Simulator (FFS) foi fabricado pela Canadian Aviations Eletronics (CAE), que está dando assessoria permanente no local à Aeronáutica durante os primeiros treinamentos.

Cerca de 100 pilotos e 50 mecânicos de Manaus e Campo Grande (MS), que vão trabalhar com os 12 C-105 do País, serão formados anualmente com as aulas teóricas no prédio high-tech e nos voos em terceira dimensão no simulador em Manaus.

Com o dobro da capacidade de carga, passageiros e autonomia de voo do antigo Buffalo, já fez parte de missões como as buscas dos destroços e corpos do Airbus A330 da Air France, no ano passado.

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